Justiça de Israel mantém prisão de Thiago Ávila até domingo
Tribunal de Beerseba rejeita recurso da defesa da dupla de ativistas após tentativa de bloqueio naval da Faixa de Gaza
A Justiça israelense confirmou, em segunda instância, a prorrogação da prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila (foto) e do espanhol-palestino Saif Abu Kehsek até o próximo domingo, 10.
A dupla foi detida na última quinta-feira, 29, por forças israelenses ao tentar romper o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza. Após a abordagem, ambos foram levados a Israel, onde passaram a ser interrogados pelas autoridades.
“O tribunal de Beerseba rejeitou nosso recurso e acatou integralmente os argumentos do Estado”, afirmou a advogada Hadeel Abu Salih.
Ávila e o colega participaram da audiência nesta quarta-feira, 6, utilizando tornozeleiras eletrônicas nos pés.
Ligação com Hamas?
Israel afirma que os dois têm ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos.
O governo israelense acusa a entidade de “agir clandestinamente em nome” do Hamas.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel diz que Abukeshek seria membro da PCPA e que Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.
A Espanha contesta as acusações e classificou a detenção como ilegal.
A flotilha reunia mais de 50 embarcações com destino a Gaza e foi interceptada em águas internacionais. Segundo Israel, cerca de 175 ativistas foram detidos na operação.
Em nota conjunta, Brasil e Espanha condenaram a ação e afirmaram que se tratou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel”, exigindo a libertação imediata dos dois ativistas.
Histórico de Thiago Ávila
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao governo cubano diante do bloqueio energético imposto pela administração do presidente norte-americano Donald Trump.
Ávila é próximo da ditadura do Irã. Após a morte do líder do grupo terrorista Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.
Nas redes sociais, já divulgou orgulhoso que recebeu uma homenagem da Embaixada do Irã no Brasil pelo seu “trabalho de comunicação e solidariedade com a causa palestina“.
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