Eduardo rebate Salles: “Botou o rabinho entre as pernas”
Filho 03 de Bolsonaro explica decisão pela candidatura de André do Prado ao Senado e compara sua relação com o STF à de Salles
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (foto) rebateu as críticas do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) sobre uma escolha do PL para a disputa do Senado em São Paulo.
Salles disse que a escolha do presidente da Alesp, André do Prado (PL), como candidato ao Senado pelo partido é “vergonhosa” e chamou o escolhido de “filhote do Valdemar”, em referência ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Em entrevista à rádio Auriverde Brasil, o filho 03 de Jair Bolsonaro disse que abriu mão de seu mandato de deputado federal e de disputar uma vaga no Senado “ao contrário do Ricardo Salles, que, enfrentando o processo do STF, mergulhou e preferiu usar de moderação, não falar nada da Corte para agora se pintar de ser o cara que vai salvar todo mundo, que vai ser o senador e que vai fazer acontecer, o grande cara da direita”.
“Se eu estivesse pensando em mim, sabe o que que eu faria? Eu ficaria bem quietinho, não falaria nada do Alexandre de Moraes, faria um acordo na surdina com eles e, aí, então, eu preservaria meu mandato de deputado federal, não precisaria me exilar e, agora, eu surgiria como grande candidato ao Senado. Mas eu tenho noção do que que eu estou fazendo. E o meu objetivo não é só salvar minha pele, não”, seguiu Eduardo.
O objetivo
Segundo o ex-deputado, que perdeu o mandato por faltas por estar nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e não frequentar as sessões na Câmara, seu objetivo “é dar liberdade ao povo brasileiro e colocar o Flávio para asfaltar esse caminho para a prosperidade”.
“Isso vai passar por uma eleição dificílima. É por isso que eu estou indicando André do Prado, porque ele tem essa força junto a prefeitos, junto a vereadores, e também, pode ter certeza, porque eu sentei com ele aqui pelo menos duas vezes para passar tintim por tintim o que interessa a nós em matérias dentro do Senado Federal”, acrescentou o filho de Bolsonaro, voltando a citar Salles:
“Aí você vai falar: ‘Eduardo, mas ele vai te trair.’ Poxa, então a gente vai partir da presunção de que as outras pessoas agem de má fé? Olha, eu sei o que é ser perseguido. Voltando aqui ao caso do Ricardo Salles, bastou ele responder å um processinho no STF que ele já botou o rabinho entre as pernas. E está aí agora, todo pimpão, dizendo que vai salvar o Brasil.”
Escolha do coração
“Eu tomei perda de passaporte, congelamento de conta. Do dia para a noite, perdi o meu salário. Tive que me virar aqui para alugar a casa, para botar minha filha na escola, para arranjar advogado, para ver a documentação minha e da minha família e para continuar correndo para, mesmo sem mandato, defender o interesse dos brasileiros e ficar toda semana indo para Washington, para a capital, para a Casa Branca, State Departament, Congresso, para falar com essas pessoas, para sair uma Magnitsky. Para, agora, estar todo mundo lá dentro brifado sobre o Lula fazendo lobby para o CV e para o PCC”, reclamou.
O ex-deputado disse que espera que quem viu toda essa atuação dele não pense que a escolha de Prado foi feita para favorecê-lo, já que ele será suplente da candidatura do presidente da Alesp e, portanto, potencialmente beneficiado por uma licença, caso a candidatura seja bem-sucedida.
“O André do Prado tem 32 anos de vida pública. Ele tem mais de vida pública do que o Jair Bolsonaro quando se lançou à Presidência, sendo que ainda assumiu o cargo de prefeito e secretário”, defendeu o filho do ex-presidente, acrescentando que Prado tem a ficha limpa.
Segundo Eduardo, a escolha de seu coração seria o deputado federal Mário Frias (PL-SP):
“É a pessoa que tá na cozinha da minha casa. Ele e o [deputado estadual] Gil Diniz são duas pessoas que eu considero muito. A [vereadora] Sonaira [Fernandes] também, mas Mário Frias tem um contato pessoal próximo lá em Brasília. Eu conheço a esposa dele, eu conheço a a filha dele, mas eh nesse caso a gente teve que entrar por esse caminho do André do Prado, que é uma excelente pessoa, é uma pessoa que transmite, sim, uma verdade, é uma pessoa que tá com toda energia para rodar o estado do São Paulo. E eu tenho certeza que eu, sendo suplente, eu vou ser o seguro dele.”
Suplente
Segundo Eduardo, a opção por ser suplente soluciona o problema de ele não poder concorrer fora do Brasil.
“O único ato [para] que é necessário fisicamente estar no Brasil é o ato da posse. Até a diplomação você pode fazer por procuração, que ocorre em dezembro, caso você seja eleito”, comentou.
O filho de Bolsonaro argumentou ainda que concorrer como suplente serve como demonstração de apoio
“Não é alguma coisa da boca para fora, eu vou fazer campanha para o André do Prado. Óbvio, falta confirmar o nome dele nas convenções de julho, mas eu creio que isso daí não será difícil e a gente vai estar junto nesse projeto, pode ter certeza”, finalizou.
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