Eduardo Bolsonaro ‘abençoa’ indicação de André do Prado
Presidente da Alesp encabeça candidatura articulada pelo PL com filho de Jair Bolsonaro como primeiro suplente
O presidente da Alesp, André do Prado (PL), foi confirmado como candidato ao Senado por SP nas eleições de 2026. O anúncio foi feito pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira, 5.
A candidatura havia sido antecipada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eduardo ocupará a primeira suplência e Fernando Godoy, ex-prefeito de Holambra, a segunda.
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Chapa articulada entre PL e lideranças bolsonaristas
A formação da chapa envolveu negociações com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que teve papel ativo na ascensão política de Prado. O deputado estadual esteve com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos em três ocasiões para tratar do acordo.
No vídeo, Eduardo afirmou que a candidatura de Prado atende ao que chamou de “projeto”: “O André do Prado se encaixa perfeitamente. Vai ser a união de várias forças para bem nos representar nas pautas que são inegociáveis”.
Eduardo permanece fora do Brasil, alegando perseguição política por parte do Judiciário. Do exterior, articulou junto ao governo americano medidas que incluíram tarifas sobre exportações brasileiras, suspensão de vistos e o enquadramento de autoridades na Lei Magnitsky.
A atuação motivou a abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta coação no processo que resultou na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
Prado reconhece obstáculos jurídicos e faz compromissos
No mesmo vídeo, André do Prado admitiu que a chapa enfrentará uma “batalha jurídica” para se manter nos termos acordados. A situação de Eduardo Bolsonaro representa o principal risco: caso a ação penal no STF tenha desfecho condenatório antes das eleições, ele poderá ter o registro de candidatura barrado pela Lei da Ficha Limpa.
Prado também assumiu publicamente as bandeiras políticas associadas ao grupo. Afirmou que Jair Bolsonaro está preso “injustamente” e se comprometeu a votar por uma “anistia geral” aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e pelos envolvidos na trama golpista.
“Assumi todas essas pautas junto com o Eduardo. Estarei lá votando todas elas, ao lado do meu partido, com as minhas lideranças. Esse é meu compromisso”, declarou o deputado estadual.
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