Trump cobra Coreia do Sul e anuncia escolta naval no Estreito de Ormuz
EUA negam ataque iraniano a navio nesta segunda, 4
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 4, que a Coreia do Sul deveria se unir a Washington na proteção de navios que transitam nas proximidades do Irã.
Trump também prometeu iniciar uma operação de escolta para embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, diante da escalada de tensões na região.
Mais cedo, surgiram versões conflitantes sobre um possível ataque a um navio americano. Autoridades dos EUA negaram que a embarcação tenha sido atingida, enquanto o regime iraniano recuou e afirmou que houve apenas “disparos de advertência”, sem um ataque direto.
“Destróieres de mísseis guiados da Marinha dos EUA estão atualmente operando no Golfo Pérsico, após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Freedom. As forças americanas estão auxiliando ativamente nos esforços para restabelecer o trânsito para a navegação comercial. Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão seguindo viagem em segurança”, diz a conta oficial do Comando Central dos EUA no X.
Projeto Liberdade
Trump escreveu nas redes sociais que os navios serão guiados pelos americanos.
“Países de todo o mundo, quase todos sem envolvimento no conflito no Oriente Médio, que se desenrola de forma tão visível e violenta, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a liberar seus navios, que estão retidos no Estreito de Ormuz, por algo com o qual não têm absolutamente nada a ver — são meros espectadores neutros e inocentes! Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente. Repito, esses navios são de regiões do mundo que não estão de forma alguma envolvidos com o que está acontecendo no Oriente Médio. Instruí meus representantes a informá-los de que faremos todos os esforços para retirar seus navios e tripulações do Estreito em segurança. Em todos os casos, eles disseram que não retornarão até que a área se torne segura para a navegação e tudo o mais. Esse processo, o Projeto Liberdade, começará na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio”, afirmou o presidente.
Mas não há como fragatas e destróieres americanos escoltarem os cerca de 850 navios pelo Estreito.
O Irã tem condições de ameaçar a segurança das embarcações usando minas marítimas e lanchas pequenas.
E tanto petroleiros com 300 metros de comprimento como navios militares americanos correm o risco de sofrerem danos com as minas.
Não há escapatória. Se as embarcações passarem mais lentamente para evitar as minas na água, ficarão ainda mais suscetíveis a ataques por lanchas.
E o espaço disponível para os navios passarem é de apenas 3 quilômetros de largura, o que facilita muito as ações iranianas ao impedir manobras navais.
Nessa situação, as seguradoras se recusam a garantir a passagem dos navios, porque o risco é alto demais e as perdas podem ser muito grandes.
Trump pode até tentar abrir o Estreito, mas é o Irã que tem a palavra final.
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