Petróleo sobe e mercados oscilam com risco no Golfo
Tensão no estreito de Ormuz impulsiona petróleo e traz cautela aos mercados, com reflexos no Ibovespa, Wall Street e nos juros
Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira depois que Donald Trump anunciou o uso de forças armadas americanas para escoltar navios no estreito de Ormuz. O Irã classificou a medida como provocação e violação do cessar-fogo.
Com isso, o WTI avançou cerca de 2,8% e o Brent subiu aproximadamente 3,1%, com os preços operando acima de 102 dólares o barril.
As bolsas de Nova York abriram a semana com cautela. Por volta das sete e meia da manhã, no horário de Brasília, os futuros do Dow Jones caíam cerca de 0,40%. O S&P 500 recuava 0,13% e o Nasdaq operava próximo da estabilidade.
Aqui no Brasil, o Ibovespa começa a semana atento ao boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O documento traz as expectativas de instituições financeiras sobre inflação, Selic, câmbio e crescimento do produto interno bruto.
O índice fechou a sexta-feira com alta de 1,39% aos 187.317,64 pontos após o corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica. Ao mesmo tempo, saem os resultados dos PMIs industriais de abril para o Brasil e países da Europa.
Esses indicadores ajudam a entender o nível de atividade industrial. A alta nos preços do petróleo traz preocupações sobre pressões inflacionárias que podem alterar o ritmo de corte de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Os mercados acompanham o dólar, que operava praticamente estável, com leve variação negativa. No exterior, o Banco da Inglaterra manteve a taxa em 3,75% pela terceira vez, e o Banco Central Europeu seguiu com suas taxas de juros inalteradas pela sétima vez consecutiva, com a taxa de depósito em 2%.
O PIB dos Estados Unidos cresceu dois por cento anualizado no primeiro trimestre. Essa dinâmica ilustra a interconexão entre eventos no Oriente Médio e decisões de política econômica.
Os PMIs e o Focus oferecem pistas importantes sobre a saúde das economias, enquanto o petróleo reflete os riscos imediatos. Os investidores observam o equilíbrio entre esses fatores ao longo do dia em busca de sinais mais claros.
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