Israel prende ativista Thiago Ávila
Além do brasileiro, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foi detido em abordagem; Brasil e Espanha reagem
O governo de Israel prendeu nesta sexta-feira, 1º de maio, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, após a interceptação de embarcações da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Os dois foram separados dos demais 173 ativistas detidos — liberados e desembarcados na ilha grega de Creta — e serão levados a Israel para interrogatório. Em resposta, os governos de Brasília e Madri divulgaram nota conjunta em que classificam a ação como “sequestro” em águas internacionais.
Nota conjunta e acusações israelenses
Em comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores, Brasil e Espanha condenaram “nos termos mais enérgicos” a retenção dos dois cidadãos, exigindo o retorno imediato de ambos “com plenas garantias de segurança”.
Os países descreveram a ação israelense como “flagrantemente ilegal”, afirmando tratar-se de “uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais”, além de configurar “delito em nossas respectivas jurisdições”. Os governos também exigiram acesso consular imediato aos detidos.
Israel, por sua vez, alegou em comunicado que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal” — sem detalhar a acusação — e que Saif Abu Keshek é “suspeito de ligação com uma organização terrorista”.
A flotilha e o contexto da detenção
A Global Sumud era composta por mais de 170 ativistas de diferentes países a bordo de diversas embarcações. As naves foram abordadas por forças israelenses em águas internacionais, próximo à costa grega, enquanto seguiam em direção a Gaza. A maior parte dos detidos foi liberada e encaminhada à ilha de Creta; apenas Ávila e Keshek permaneceram sob custódia israelense.
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel. Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao governo cubano diante do bloqueio energético imposto pela administração do presidente norte-americano Donald Trump. A iniciativa contou com a presença da ativista sueca Greta Thunberg e da ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau.
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