Rompimento entre Lula e Alcolumbre pode comprometer fim da escala 6×1
Recado foi dado por aliados do presidente do Senado a integrantes do governo Lula, que defendem retaliações à rejeição de Jorge Messias
A rejeição da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF), pode comprometer também uma outra pauta do governo Lula: o fim da escala 6×1.
A proposta ainda está na Comissão Especial da Câmara e precisa ser aprovada pelo plenário da Casa. Apesar disso, havia a sinalização, até semana passada, de que o Senado poderia acelerar a tramitação do texto, para que ele fosse promulgado antes da campanha eleitoral deste ano. Assim, o governo Lula teria um trunfo para chamar de seu no segundo semestre.
No entanto, com a rejeição de Jorge Messias, esse cenário mudou. Aliados do presidente Lula defenderam o rompimento definitivo com Alcolumbre como forma de retaliação. Os petistas também têm pressionado o presidente da República a fazer uma nova indicação aos Supremo Tribunal Federal, dessa vez de uma jurista mulher, respeitada pela academia e negra. A ideia seria constranger o Senado e Alcolumbre.
Aliados de Alcolumbre, porém, enviaram alertaram integrantes do Planalto. “Se Lula esticar a corda, esqueça fim da escala 6×1”, afirmou a este portal um importante aliado do presidente do Senado.
Sobrou até para Rodrigo Pacheco
Na busca por culpados pela rejeição no Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, uma ala do PT desconfia até do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), registrou a Folha de S.Paulo.
Segundo o jornal, um grupo próximo de Lula avalia que o senador mineiro, preterido na indicação do sucessor de Luís Roberto Barroso na Corte, auxiliou o presidente do Senado, a articular a rejeição da indicação de Messias no plenário da Casa.
Na véspera da sabatina, realizada na quarta-feira, 29, o PSB de Pacheco declarou apoio ao nome do advogado-geral da União.
Leia em Crusoé: Rejeição histórica
Lula mantém apoio a Pacheco
Apesar da desconfiança de integrantes do PT, o presidente Lula orientou o grupo a manter o apoio à candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais.
Pacheco teria dito a interlocutores que continua disposto a concorrer ao governo do estado. Todavia, a candidatura precisa demonstrar viabilidade política e eleitoral.
Pessoas próximas ao senador avaliam que tentativas de constrangimento por parte do PT poderiam fazê-lo desistir de ser candidato.
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