A capital da cerâmica e dos parques está entre as 50 melhores cidades do Brasil para viver e tem a única mina de carvão visitável da América Latina
O nome veio de um capim tupi chamado kyruy-syiuâ, que significa taquara pequena. Criciúma nasceu em 6 de janeiro de 1880, fundada por imigrantes italianos no extremo sul de Santa Catarina, e hoje reúne 4 parques urbanos, indústria cerâmica de alcance mundial e uma mina onde dá para descer 300 metros abaixo do solo. Capital...
O nome veio de um capim tupi chamado kyruy-syiuâ, que significa taquara pequena. Criciúma nasceu em 6 de janeiro de 1880, fundada por imigrantes italianos no extremo sul de Santa Catarina, e hoje reúne 4 parques urbanos, indústria cerâmica de alcance mundial e uma mina onde dá para descer 300 metros abaixo do solo.
Capital do carvão, da cerâmica e dos parques urbanos
A história industrial começou por acaso, em 1893, quando o agricultor Giácomo Sonego queimou uma coivara em sua propriedade e notou que algumas pedras continuavam fumegando. Amostras enviadas a um laboratório no Rio de Janeiro confirmaram: era carvão mineral. A descoberta moldou a economia local por décadas e rendeu à cidade o título de Capital Brasileira do Carvão.
Quando a mineração perdeu fôlego, a cerâmica assumiu o posto. Segundo a Prefeitura de Criciúma, a cidade está entre os maiores produtores nacional e mundial de pisos e azulejos, é o terceiro maior polo nacional de jeans e o maior polo estadual do setor de confecções. Em novembro de 2023, lei estadual oficializou um terceiro título: Capital Catarinense dos Parques Urbanos, com Parque das Nações, Parque da Prefeitura, Parque dos Imigrantes e Parque Astronômico Albert Einstein.

Vale a pena viver em Criciúma
A resposta apareceu em ranking nacional. Em dezembro de 2025, a cidade entrou na lista das 50 melhores cidades do Brasil para se viver, segundo levantamento da Austin Rating, uma das principais casas de análise e classificação de risco do país. O comunicado oficial da Prefeitura destacou indicadores fiscais, econômicos, sociais e digitais.
A qualidade de vida é alta para os padrões brasileiros, com economia diversificada entre cerâmica, plástico, química, metalomecânica e confecção. A internet chega a 94% dos lares e a cidade tem 150 km de fibra óptica instalados. A presença da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), com mais de 13 mil estudantes, qualifica a mão de obra local. O Hospital São José atende toda a região metropolitana carbonífera, com referência em cardiologia, oncologia e neurocirurgia.
O que fazer na Capital dos Parques
O roteiro mistura história industrial, ciência, parques urbanos e gastronomia das 7 etnias colonizadoras. As principais atrações:
- Mina de Visitação Octávio Fontana: única mina de carvão aberta à visitação na América Latina, com galerias subterrâneas e museu sobre a história da mineração.
- Parque das Nações Cincinato Naspolini: inaugurado em 2011 no bairro Próspera, com a réplica da locomotiva Teresinha 01 e estação ferroviária da primeira parada de Criciúma.
- Parque Astronômico Albert Einstein E=mc²: aberto em janeiro de 2023 no Morro Cechinel, com relógio solar, esfera armilar, telescópios e laboratórios.
- Mirante Real dos Santos: 30 metros de altura, plataforma de vidro e elevador panorâmico com vista 360° da cidade, da serra e do mar.
- Catedral São José: templo histórico de 1907, marco arquitetônico do centro.
- Parque Catarina Ghisi Serafim: inaugurado em outubro de 2025 com investimento de R$ 12,7 milhões, área de 32 mil m² e chafariz interativo.
A gastronomia carrega o sotaque das colônias europeias, com italiana à frente. Os pratos típicos refletem a herança das 7 etnias que formaram a cidade:
- Polenta com galinha caipira: prato símbolo da imigração italiana, servido nas cantinas tradicionais e na Festa das Etnias.
- Massas artesanais: nhoque, capeletti e ravióli feitos à mão são presença certa nos restaurantes do centro.
- Xis criciumense: sanduíche local famoso pela presença de milho na composição.
- Cuca alemã: pão doce coberto com farofa açucarada, herança da imigração germânica.
Quem quer conhecer Criciúma (SC), vai curtir esse vídeo do canal Prefeitura de Criciúma, que mostra os pontos turísticos da cidade:
Quando ir e o que aproveitar em cada estação
O clima subtropical úmido garante quatro estações bem definidas, e cada uma rende um tipo de programa diferente:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar até Criciúma
A cidade fica a 200 km ao sul de Florianópolis, com acesso principal pela BR-101. De avião, o Aeroporto Diomício Freitas está a 9 km do centro, em Forquilhinha, com voos regionais. Quem chega de carro a partir do Rio Grande do Sul percorre cerca de 90 km da divisa, segundo o portal Criciúma Mais.
Conheça a cidade que reinventou o carvão
Poucas cidades do Sul reúnem tantos sotaques numa mesa só. Criciúma trocou a fuligem das galerias por parques verdes, indústria diversificada e uma agenda cultural que celebra 7 etnias diferentes ao mesmo tempo.
Você precisa descer os 300 metros da Mina Octávio Fontana e depois subir até o Mirante Real dos Santos para entender como uma cidade pode caber em duas alturas tão distantes.
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