Oficial e confirmado: carteiras de habilitação são canceladas para maiores de 65 anos que não atendem a este requisito
Motoristas com mais de 65 anos entram em alerta com possível cancelamento da habilitação
Quem tem mais de 65 anos e dirige na Colômbia precisa de mais do que experiência ao volante para continuar na estrada. Desde que a renovação automática deixou de existir para essa faixa etária, o certificado médico tornou-se o documento mais importante do processo. Sem ele registrado no sistema oficial do governo, a licença simplesmente não é renovada, e o motorista perde o direito de conduzir. A regra não é nova, mas ganhou força em 2026 com a intensificação das fiscalizações e o vencimento em massa de habilitações emitidas cinco anos atrás.
O que exatamente a Colômbia exige dos motoristas mais velhos?
A norma colombiana é clara: todo condutor acima de 65 anos precisa apresentar um certificado de aptidão física, mental e de coordenação motriz emitido por um Centro de Reconocimiento de Conductores (CRC) credenciado pelo Ministério dos Transportes. Esse documento avalia visão, audição, reflexos, estado cardiovascular, respiratório e psicológico básico. Sem o resultado carregado no Registro Único Nacional de Tránsito (RUNT), o pedido de renovação é automaticamente bloqueado pelo sistema.
Há ainda um detalhe operacional que pega muita gente de surpresa: o certificado médico tem validade máxima de seis meses. Se o motorista fizer o exame mas demorar para concluir o processo, precisará repetir a avaliação antes de renovar.
Com que frequência o motorista idoso precisa renovar a habilitação na Colômbia?
A periodicidade da renovação depende da idade e da categoria do veículo. Para condutores de veículos particulares, a regra é esta:
| Faixa etária | Frequência de renovação |
|---|---|
| Menores de 60 anos | A cada 10 anos |
| Entre 60 e 80 anos | A cada 5 anos |
| Acima de 80 anos | Anualmente |
O que acontece se o resultado do exame for negativo?
Se o CRC considerar o condutor inapto, o sistema do RUNT bloqueia a renovação automaticamente. O motorista pode ser orientado a buscar tratamento, usar óculos, aparelhos auditivos ou outras adaptações, e tentar novamente após a melhora clínica. Em casos mais graves, a inaptidão pode ser permanente. Conforme detalha a La Patria, quase 13 milhões de licenças estão ativas no país, com uma parcela expressiva de condutores acima de 65 anos diretamente afetados pelas regras de 2026.
Para quem está em dia com os requisitos, o passo a passo do processo é este:
- Agendar avaliação em um CRC autorizado pelo Ministério dos Transportes
- Confirmar que o resultado ficou registrado no RUNT via sistema SICOV
- Verificar ausência de multas pendentes ou apresentar acordo de pagamento
- Pagar os direitos do trâmite (em Bogotá, R$ 128.700 para automóvel e R$ 222.100 para moto, em pesos colombianos)
- Agendar a renovação na Ventanilla Única de Servicios ou no órgão de trânsito local

O Brasil já faz algo parecido com os motoristas idosos?
A resposta é sim, e o modelo brasileiro é bastante semelhante ao colombiano na essência. Desde a Lei 14.071/2020, que atualizou o Código de Trânsito Brasileiro, os prazos de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) variam conforme a idade e a avaliação médica obrigatória. A grande diferença em relação à Colômbia está no marco etário: enquanto o sistema colombiano endurece a partir dos 65 anos, o brasileiro intensifica as exigências a partir dos 70.
No Brasil, as faixas de validade e exigências seguem esta lógica para condutores de veículos particulares:
- Até 49 anos: validade de até 10 anos, se o exame médico não indicar prazo menor
- De 50 a 69 anos: renovação obrigatória a cada 5 anos
- A partir de 70 anos: validade máxima de 3 anos, com exame presencial no Detran obrigatório
Motoristas com 70 anos ou mais estão excluídos da renovação simplificada introduzida pela Medida Provisória 1.327, que permite bons condutores renovarem sem comparecimento presencial. Para essa faixa etária, o comparecimento ao Detran e a avaliação médica detalhada continuam sendo incontornáveis.

Poderia o Brasil adotar o modelo colombiano para quem tem mais de 65 anos?
A lógica de ambos os países é a mesma: envelhecimento da população, aumento dos acidentes envolvendo motoristas idosos e necessidade de reavaliar periodicamente a aptidão para dirigir. A tendência global, observada também na Europa, é de reduzir progressivamente as margens para renovação automática quanto maior a idade do condutor. No Brasil, projetos de lei em discussão no Congresso, como o PL 555/24 e o PL 2635/24, debatem novas regras e possíveis gratuidades para a renovação da CNH por idosos de baixa renda, mas sem ampliar a tolerância médica. O caminho é de mais rigor, não de menos.
Está esperando o documento vencer para se preocupar?
Tanto no Brasil quanto na Colômbia, o maior erro é deixar para a última hora. O certificado médico tem prazo de validade, os agendamentos nos centros credenciados têm espera e as fiscalizações estão mais intensas em 2026. Verificar agora a data de vencimento da sua habilitação e checar se você se enquadra em alguma regra específica por idade é o tipo de cuidado simples que evita multa, apreensão de veículo e muita dor de cabeça.
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