Manifesto de atirador cita Trump e lista alvos do governo dos EUA
Mensagem foi enviada a familiares minutos antes do ataque; Cole Allen chama presidente de “pedófilo, estuprador e traidor”
Cole Allen (foto), o atirador que tentou invadir o jantar dos correspondentes da Casa Branca, enviou a familiares um manifesto contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minutos antes de abrir fogo nas imediações do evento, na noite de sábado, 25.
No texto, ele se descreve como “Friendly Federal Assassin” (Assassino Federal Amigável, em tradução livre) e indica que pretendia atingir integrantes do governo, segundo informações divulgadas pelo New York Post e outras por outros veículos da imprensa americana.
De acordo com autoridades, a mensagem foi enviada cerca de dez minutos antes do ataque. No texto, Allen detalha possíveis alvos:
“Autoridades do governo (não incluindo [o diretor do FBI Kash] Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.”
Em outro trecho, escreve:
“Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”, em possível referência a Trump.
Ele também afirma que pretendia usar uma munição específica:
“Para minimizar baixas, também usarei cartuchos de chumbo múltiplo em vez de projéteis únicos (menos penetração através de paredes).”
O manifesto indica ainda que ele considerava um ataque maior.
“Eu ainda passaria pela maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base em que a maioria escolheu participar de um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e, portanto, é cúmplice), mas realmente espero que não chegue a isso.”
Leia também: Quem é o atirador que abriu fogo em evento com Trump
Motivações políticas e religosas?
No documento, Allen mistura argumentos políticos e religiosos.
Ao justificar suas ações, escreveu:
“Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento.”
Ele prossegue:
“Não sou uma criança explodida, ou uma criança faminta, ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos neste governo. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”
Segundo a investigação, Allen viajou de trem de Los Angeles a Washington, passando por Chicago, possivelmente para evitar controles mais rígidos em aeroportos.
Familiares alertaram a polícia após receberem o manifesto, o que levou autoridades locais a acionarem órgãos federais.
Trump comentou o caso em entrevista e classificou o atirador como “um doente”.
“Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos. A irmã ou o irmão dele chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado”, disse.
Na noite do ataque, Allen tentou invadir o evento armado com uma pistola, uma espingarda e facas. Ele foi contido após disparos. Trump, Melania e outros convidados foram retirados às pressas do local.
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Comentários (1)
Marian
26.04.2026 17:09Um perigoso doente. Estragou com a sua própria vida e apenas um jantar.