PGR se manifesta a favor de pedido de Bolsonaro para cirurgia no ombro
Defesa do ex-presidente informou que procedimento está previsto para os dias 24 e 25 de abril
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente nesta sexta, 24, à autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realize uma cirurgia no ombro direito.
A intervenção cirúrgica está prevista para os dias 24 ou 25 de abril e foi indicado por um médico especialista. O procedimento tem objetivo de corrigir um problema de manguito rotador e de lesões associadas.
A defesa pede que a autorização abranja todas as etapas do tratamento, incluindo exames preparatórios, pré-operatório, internação, realização do procedimento, acompanhamento pós-operatório e reabilitação. No documento, os advogados sustentam que a intervenção é necessária diante da ausência de resposta satisfatória às abordagens clínicas adotadas até o momento.
Laudos médicos enviados à Corte indicam que Bolsonaro apresenta uma lesão de alto grau no manguito rotador do ombro direito. “Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, diz trecho do laudo ortopédico apresentado ao Supremo.
A recomendação médica é que o procedimento seja realizado por artroscopia, técnica minimamente invasiva indicada para reparação do manguito rotador e de lesões associadas.
Melhora na saúde
O pedido ocorre após a apresentação de boletim médico, na sexta-feira, 17, que apontou melhora no estado geral de saúde do ex-presidente. Bolsonaro vem sendo tratado de um quadro de pneumonia bilateral, que, segundo os relatórios, evoluiu de forma positiva. Os documentos indicam redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico. Em relação às crises de soluço, a equipe médica informou que houve ajuste na dosagem de medicamentos, com resposta considerada satisfatória.
Apesar da evolução clínica, o problema no ombro persistiu. O histórico inclui uso contínuo de analgésicos e sessões frequentes de fisioterapia, com registro de dor e fadiga durante os atendimentos. Em um dos episódios, o tratamento chegou a ser interrompido temporariamente.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março. A medida, com prazo inicial de 90 dias, foi autorizada por Moraes com base nas condições de saúde apresentadas.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
24.04.2026 20:45Não falei? A próxima desculpa pra poder sair, e quem sabe fugir, vai ser uma seborréia. Traduzindo: caspas. E esse "doente" queria ser ditador do Brasil. Frouxo! Olho vivo nele, Xandão.