EUA e Irã retomam negociações em Islamabad neste sábado
Enviados de Trump viajam ao Paquistão para segunda rodada de diálogo sobre programa nuclear iraniano
Washington e Teerã se sentam novamente à mesa de negociações neste sábado, 26, em Islamabad. O enviado especial americano Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, liderarão a delegação dos Estados Unidos nas conversas com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. O encontro é o segundo desde o início das tratativas — a rodada anterior terminou sem acordo.
Segunda tentativa após impasse
A confirmação do novo encontro partiu da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista à Fox News nesta sexta-feira, 25: “Posso confirmar que o enviado especial Witkoff e Jared Kushner partirão novamente para o Paquistão amanhã pela manhã para iniciar conversas […] com representantes da delegação iraniana”, disse ela.
O vice-presidente JD Vance, que chefiou a delegação americana na primeira rodada, não fará parte da comitiva desta vez.
O intervalo entre as duas rodadas foi de mais de duas semanas. Nesse período, as posições de ambos os lados permaneceram distantes: o Irã exige o fim do bloqueio americano à navegação iraniana como condição para avançar nas negociações, enquanto Washington mantém a medida em vigor.
Bloqueio naval e divergências persistem
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, declarou em coletiva de imprensa no Pentágono, também nesta sexta, que a restrição à navegação do Irã continuará “pelo tempo que for necessário” para cumprir o que classificou como missão “ousada e perigosa”. O principal objetivo declarado por Washington é impedir que Teerã desenvolva armamento nuclear.
Hegseth ainda enviou um recado ao governo iraniano: “O Irã sabe que ainda tem uma janela de oportunidade para fazer uma escolha sábia na mesa de negociações”. Ao mesmo tempo, o secretário fez questão de afirmar que os EUA não estavam “ansiosos por um acordo” — sinalizando que Washington não pretende ceder sob pressão de prazo.
A manutenção do bloqueio naval, rejeitada por Teerã como precondição para o diálogo, representa o principal obstáculo à aproximação entre as partes antes mesmo de a segunda rodada começar.
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