De Toni cobra Itamaraty e Casa Civil por custos de viagem de Lula à Europa
Requerimento questiona tamanho da comitiva do presidente e uso de recursos públicos em evento de viés político
A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) acionou o Ministério das Relações Exteriores e a Casa Civil para cobrar esclarecimentos sobre os custos da viagem do presidente Lula (foto) à Europa. O requerimento também questiona o tamanho da comitiva, apontada como a maior do atual governo, e os critérios adotados para sua composição.
No documento, a parlamentar solicita a discriminação completa das despesas, incluindo passagens, hospedagens, diárias, segurança e demais gastos. Também pede informações detalhadas sobre os critérios utilizados para definir os integrantes da delegação e os resultados concretos esperados da agenda internacional.
Um dos pontos centrais do questionamento envolve a participação do governo brasileiro no evento “Global Progressive Mobilisation”, realizado em Barcelona, que reúne lideranças internacionais com foco político. Durante agenda relacionada ao encontro, Lula afirmou que “o risco que a extrema direita representa à democracia não é retórico, é real”, sinalizando o tom das discussões.
Para De Toni, a presença do governo em articulações com esse perfil levanta dúvidas sobre o uso de recursos públicos. “Estamos falando de recursos públicos sendo utilizados em agendas que não apresentam, até o momento, conexão clara com geração de empregos, investimentos ou melhorias concretas na vida do brasileiro”, afirmou.
Na sequência, a deputada reforçou a cobrança por transparência. “A população brasileira tem o direito de saber quanto está sendo gasto e quais benefícios concretos essa viagem trará para o país. Transparência e responsabilidade com o dinheiro público não são opcionais, são obrigação”, acrescentou.
O requerimento também aborda a mobilização do governo em torno da candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas. A parlamentar pede esclarecimentos sobre eventuais custos dessa articulação e os possíveis benefícios diretos ao Brasil.
Em outro trecho, De Toni questiona o caráter das agendas internacionais. “A democracia pressupõe liberdade de ideias e pluralismo político. (…) Diante disso, é legítimo perguntar: é correto utilizar dinheiro público para conter ideias com as quais o governo discorda?”, conclui.
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