Novos achados arqueológicos indicam uma função astrológica ainda mais complexa para o Stonehenge
Stonehenge é conhecido pelos alinhamentos solares, mas pesquisas recentes destacam também possíveis conexões com a Lua
Stonehenge é conhecido pelos alinhamentos solares, mas pesquisas recentes destacam também possíveis conexões com a Lua.
Na planície de Salisbury, arqueólogos e arqueoastrônomos analisam como movimentos celestes, especialmente um ciclo raro chamado estagnação lunar, podem ter influenciado o projeto do monumento há cerca de 4.500 anos.
O que é a estagnação lunar e por que ela interessa à arqueoastronomia?
A estagnação lunar é um ciclo de aproximadamente 18,6 anos, no qual os pontos extremos de nascimento e ocaso da Lua se deslocam gradualmente no horizonte. Em certos anos, chamados de grande estagnação, o satélite nasce e se põe muito mais ao norte ou ao sul do que o usual.
Esse comportamento passa despercebido ao observador casual, mas pode ser notado por comunidades que observam o céu por gerações.
Para os pesquisadores, o ciclo funciona como um “marco astronômico”, permitindo testar se antigos construtores planejaram monumentos alinhados com esses extremos lunares.

Como Stonehenge pode se alinhar com a Lua?
Stonehenge é visto como um possível observatório pré-histórico, combinando funções solares, lunares e rituais.
Além do famoso eixo solar, estudos recentes sugerem que um retângulo interno de pedras estaria grosseiramente alinhado com os extremos de nascimento e ocaso da Lua durante a grande estagnação.
Entre 2024 e 2025, equipes vêm registrando como o luar atravessa o círculo de pedras, que sombras projeta e em quais pontos do monumento se destaca. Restos humanos cremados em áreas específicas reforçam a hipótese de que certas direções lunares tenham tido significado simbólico ou cerimonial.
Como os pesquisadores testam as hipóteses de alinhamento em Stonehenge?
A investigação combina observações de campo, simulações computacionais e análise da paisagem. Os cientistas comparam o nascer e o pôr da Lua em momentos críticos com linhas de visão entre pedras, relevos e possíveis pontos de observação antigos.
Para organizar esse trabalho, são usadas etapas padronizadas, que ajudam a distinguir coincidências geométricas de alinhamentos intencionais:
Como a Ciência Testa o Alinhamento Lunar
Registro fotográfico do nascimento da Lua entre as pedras durante a estagnação de 2025.
Reconstrução do céu de 2.500 a.C. para verificar se as pedras estavam na posição correta.
Análise de restos cremados encontrados em eixos lunares, sugerindo rituais específicos.
Mapeamento das linhas de visão para distinguir intenção de mera coincidência.
Quais outros monumentos podem seguir ciclos lunares?
O interesse por alinhamentos lunares se estende a sítios como Chimney Rock, no Colorado, e as pedras de Calanais, na Escócia.
Em Chimney Rock, duas formações rochosas enquadram a faixa do horizonte onde a Lua pode surgir na grande estagnação, evidenciando esforço construtivo em local de difícil acesso.
Pesquisas em diversos monumentos usam datação por anéis de árvores, orientação arquitetônica e reconstruções digitais do céu antigo. Em alguns casos, fases de construção parecem coincidir com períodos de grande ou pequena estagnação, sugerindo calendários lunares de longo prazo.

Qual é o estado atual do debate científico sobre Stonehenge e a Lua?
A existência de alinhamentos lunares intencionais em Stonehenge permanece controversa. Alguns especialistas duvidam que sociedades pré-históricas tenham identificado e incorporado um ciclo de quase 19 anos a grandes projetos; outros defendem que observação paciente e tradição oral tornariam isso possível.
À medida que a grande estagnação lunar avança, Stonehenge funciona como laboratório a céu aberto. Novas medições, modelos astronômicos e análises interdisciplinares podem esclarecer até que ponto o monumento expressa um sofisticado conhecimento do céu noturno.
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