“Um defeito que Gilmar não tem é ser burro”, diz Vieira
Senador reagiu a críticas do ministro do STF após relatório final da CPI do Crime Organizado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta quarta-feira (22) que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “não tem como defeito ser burro”, ao comentar a possibilidade de investigação relacionada à CPI do Crime Organizado.
“Um defeito que o Gilmar Mendes não tem é ser burro. Ele sabe que não tem como um senador trabalhando, proferindo um voto, ter cometido abuso de autoridade”, afirmou Vieira no Flow Podcast.
No domingo, 19, Vieira tratou o decano do STF como alguém “vaidoso” e “agressivo”.
“O ministro Gilmar Mendes reiterou suas ofensas e ameaças contra mim, usando desta vez o artifício tosco de a cada ataque alegar ser ‘uma hipótese’. O seu desequilíbrio vaidoso e agressivo e sua conduta incompatível com o cargo de ministro do Supremo não são hipóteses, são fatos. E fatos são uma coisa teimosa, pois apesar da intensa cortina de fumaça eles permanecem presentes. As consequências virão, se não agora, logo adiante“, escreveu no X.
Gilmar aciona PGR contra Vieira
Gilmar Mendes apresentou na última quarta-feira, 15, uma representação junto à PGR solicitando investigação sobre o senador Alessandro Vieira por suposto abuso de autoridade.
A iniciativa ocorre após Vieira, na condição de relator da CPI do Crime Organizado, pedir o indiciamento do decano do STF em relatório final. A proposta acabou rejeitada por 6 a 4.
“Sendo certo o desvio de finalidade praticado pelo Senador Relator da CPI do Crime Organizado e a potencial incidência de sua conduta nos tipos penais descritos na Lei 13.869/2019 e em outros marcos repressivos criminais, requerse a apuração destes acontecimentos e a adoção das medidas cabíveis”, diz trecho.
Na manifestação, Gilmar afirma que o relatório “vale-se de juvenil jogo de palavras envolvendo os crimes de responsabilidade” para, segundo ele, sugerir que caberia à CPI “realizar indiciamentos a respeito dessa temática, quando isso não corresponde à realidade.”
Gilmar já havia sinalizado no X que não deixaria passar o pedido de indiciamento feito pelo relator da CPI do Crime Organizado.
“As CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder. Seu emprego para fins panfletários ou de constrangimento institucional, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade — tema que já se encontra em debate no Congresso. Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República.”
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Comentários (1)
Clayton de Souza Pontes
23.04.2026 15:56O ministro Gilmar já foi mais justo no tempo que denunciava a cleptocracia do PT. Hoje mostra-se autoritário e craque em blindar corruptos amigos