“Taxação do Pix é ideia do Bolsonaro”, diz Haddad
Pré-candidato ao governo de São Paulo, ex-ministro de Lula faz referência a uma ideia defendida publicamente por Paulo Guedes
Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou no domingo, 9, que a taxação do Pix foi ideia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O petista também tentou colar em Lula (PT) a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
“A taxação do PIX é ideia do Bolsonaro.
A liquidação do Master é mérito do Lula.
Bom domingo”, escreveu Haddad no X.
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Taxação do Pix
Ao dizer que a taxação do Pix é “ideia do Bolsonaro”, Fernando Haddad fez referência ao ex-ministro Paulo Guedes.
Enquanto chefiava o Ministério da Economia no governo Bolsonaro, Guedes defendeu publicamente a ideia de criar um imposto sobre transações financeiras digitais.
O imposto, que incluiria as operações realizadas via Pix, seria uma forma de compensar a desoneração da folha de pagamento das empresas, sem aumentar a carga tributária total.
Diante da repercussão negativa, a ideia não avançou.
“Querer é uma coisa. Lá atrás, a equipe do Paulo Guedes queria taxar a cerveja, mas eu não deixei. Teve gente da equipe dele que falou que era uma taxa pequenininha”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao podcast Inteligência Limitada.
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Monitoramento do Pix
Em 2025, o governo Lula recuou de uma instrução normativa da Receita Federal do Brasil que previa o monitoramento de transações via Pix a partir da movimentação global de 5 mil reais para pessoa física e 15 mil reais para pessoa jurídica.
A iniciativa gerou críticas de opositores e até mesmo de aliados.
A instrução normativa soou maliciosa porque entrou em vigor durante um governo que não tem confiança de grande parte da população para mexer com dinheiro.
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