Caiado defende Kassab como vice e articula chapa do PSD para 2026
Pré-candidato intensifica articulações internas, critica PT e faz cobrança indireta a Bolsonaro durante agenda em São Paulo
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu no domingo, 19, o nome do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para a vaga de vice em eventual chapa em 2026. A declaração foi feita durante agenda em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, no Santuário de Frei Galvão, em meio ao esforço da legenda para estruturar uma candidatura competitiva ao Palácio do Planalto.
A fala ocorre no momento em que o PSD busca consolidar seu espaço no cenário nacional após definir Caiado como principal nome para a disputa. Ao tratar da composição da chapa, o ex-governador destacou o peso político de Kassab dentro e fora do partido.
“Era perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Já tenho o seu apoio. Pode ter certeza, isso daí fecharia com chave de ouro”, afirmou.
Caiado também indicou que as negociações seguem em andamento, mas sinalizou que a prioridade, neste momento, está na formulação de propostas. Segundo ele, o plano de governo deve ser concluído até as convenções partidárias, previstas para julho, quando a legenda deve oficializar sua posição na disputa presidencial.
A construção da candidatura ocorre após um rearranjo interno no PSD. Filiado ao partido no início do ano, Caiado ganhou espaço após a desistência de outros nomes cotados, o que abriu caminho para sua consolidação como pré-candidato.
Apesar da atual convergência, Caiado e Kassab já estiveram em lados opostos. Em 2015, quando era senador pelo DEM, o hoje pré-candidato fez críticas públicas ao dirigente, então ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff. A reaproximação, agora, ocorre em um contexto de interesses políticos comuns dentro do PSD.
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Ainda em SP
Durante o evento, Caiado ampliou o tom crítico ao avaliar gestões anteriores. Ao comentar o legado dos governos do PT, questionou os resultados obtidos ao longo dos anos. “O PT governou o Brasil cinco mandatos. E aí? O que que tem no Brasil? Facção? Corrupção? É o que progrediu”, pontuou.
Sem citar diretamente Jair Bolsonaro, também fez referência ao discurso adotado nas eleições de 2018, ao sugerir frustração com promessas não cumpridas. “Muita gente chegou ao Palácio dizendo: ‘menos Brasília e mais Brasil’ e não aconteceu nada”, afirmou.
A segurança pública foi apontada como um dos principais eixos de sua eventual gestão. Caiado associou o tema à perda de liberdade da população diante do avanço do crime organizado e defendeu maior enfrentamento ao problema. “Eu não posso imaginar um Brasil hoje, onde 60 milhões de brasileiros são reféns de faccionados. Isso não é liberdade. Isso não é Estado Democrático de Direito. Isso não é paz”, declarou.
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