Carluxo reage a regras de domiciliar de Bolsonaro e fala em “inovação jurídica”
Ex-vereador afirma que medidas contra o ex-presidente contrastam com regras aplicadas a outros presos
As restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro em regime de prisão domiciliar voltaram a provocar reação dentro do próprio núcleo familiar. Nesta sexta-feira, 17, o ex-vereador, Carlos Bolsonaro (PL-SC), criticou as condições determinadas pela Justiça, com foco na limitação de visitas, e classificou o cenário como uma “aberração”.
A manifestação ocorreu nas redes sociais, onde Carluxo questionou o fato de o pai não poder receber visitas de forma ampla, mesmo estando sob custódia estatal em casa. Segundo ele, as regras impostas destoam do tratamento dado a outros detentos no sistema prisional brasileiro.
“Um preso político que, há poucos dias, quase foi morto novamente, hoje se encontra sob tutela do Estado. E, como se não bastasse, surge mais uma ‘inovação jurídica digna de Sudão do Sul’: o presidente, acusado, julgado e condenado pela própria suposta vítima, não pode receber visita alguma durante seu cárcere domiciliar”, afirmou.
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Na sequência, o ex-vereador ampliou a crítica ao comparar a situação com a realidade de presos comuns. “Ainda bem que estamos no Brasil com mais de 130 milhões de motivos para comemorar nossa ‘democracia inabalável’. Inclusive, em nossas prisões comuns, até estupradores, traficantes e homicidas podem receber visitas”, escreveu.
A declaração também incluiu ataques indiretos ao governo federal e referências políticas. Em tom irônico, o ex-parlamentar afirmou que “lula não tem nada a ver com Maduro”, ao comentar o que chamou de contradições no cenário político. A fala reforça o discurso recorrente de aliados do ex-presidente, que associam decisões judiciais recentes a um ambiente de perseguição.
“Ainda bem também que lula na tem nada a ver com o Maduro, mesmo que os fatos, as palavras, as imagens e o relacionamento amoroso demonstrem a realidade”, pontuou.
O ex-vereador também mencionou investigações conduzidas pelo Judiciário, sugerindo que críticas ao sistema podem resultar em novos inquéritos. “O resto é somente invenção da cabeça de fanáticos e gabinetes do ódio fabricantes de fake news. E se não aceitar, vai pra um inquérito”, completou.
Ao final, Carlos Bolsonaro ampliou o alcance da crítica ao incluir os condenados pelos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023. “Ignorar toda essa covardia desumana não é apenas dar as costas para Bolsonaro e os presos políticos do 8 de janeiro, mas apoiar as aberrações do regime e pedir mais tempo para que as coisas piorem ainda mais para todos”, concluiu.
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