Cunha celebra 10 anos do impeachment de Dilma na Câmara
A Casa aprovou a admissibilidade da denúncia apresentada contra a petista por 367 votos a favor, 137 contra e sete abstenções
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) celebrou nesta sexta-feira, 17, o décimo aniversário da sessão na Casa que aceitou o impeachment de Dilma Rousseff.
“Hoje, dia 17 de abril, se completam 10 anos da sessão histórica, presidida por mim, da Câmara dos Deputados, que decidiu por 367 votos a favor, pela aceitação do pedido de impeachment da ex Presidente Dilma Rousseff”, escreveu Cunha no X.
Em 2 de dezembro de 2025, ele celebrou os 10 anos do dia em que aceitou o processo que culminaria no impeachment da petista.
“Bom dia a todos, hoje dia 2 de dezembro de 2025, se completam 10 anos da data em que eu, como Presidente da Câmara na época, aceitei o pedido de abertura do processo de impeachment da então Presidente da República”, disse Cunha em seu perfil no X.
“A partir desse ato de aceitação, se iniciou todo o processo que culminou no afastamento definitivo da ex Presidente.
Toda essa história foi narrada no livro “’Tchau querida, o diário do impeachment’, de minha autoria juntamente com a minha filha, Dani Cunha.
Estou preparando uma nova edição do livro, compilado e atualizado, para lançamento no ano que vem”, completou.
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O impeachment de Dilma
Por 367 votos a favor, 137 contra e sete abstenções, os deputados aprovaram, em 17 de abril de 2016, o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) pela admissibilidade da denúncia apresentada pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal contra a então presidente Dilma Rousseff.
Dilma foi acusada de ter cometido crime de responsabilidade pela prática de pedaladas fiscais, devido ao atraso nos repasses a bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais.
O Senado aprovou a admissibilidade do processo por 55 votos a 22 em 12 de maio de 2016, afastando Dilma do cargo por 180 dias.
O mandato da petista foi cassado em 31 de agosto de 2016.
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