Toffoli classifica relatório da CPI como “abuso de poder” e alerta para inelegibilidade

27.06.2026

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Toffoli classifica relatório da CPI como “abuso de poder” e alerta para inelegibilidade

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 14.04.2026 18:08 comentários
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Toffoli classifica relatório da CPI como “abuso de poder” e alerta para inelegibilidade

Ministro do STF afirmou que documento é "infundado" e tem objetivo eleitoral

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4 minutos de leitura 14.04.2026 18:08 comentários 3
Toffoli classifica relatório da CPI como “abuso de poder” e alerta para inelegibilidade
Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “abuso de poder” o relatório da CPI do Crime Organizado que pede seu indiciamento, além dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e do procurador-geral Paulo Gonet.

Em referência ao discurso de abertura de Gilmar Mendes, Toffoli afirmou que o documento é “completamente infundado”, sem base jurídica ou factual, e com objetivo eleitoral. Segundo ele, a iniciativa pode, inclusive, resultar na inelegibilidade dos responsáveis.

“Também, senhor presidente, não posso deixar de também dizer das oportunas palavras que Vossa Excelência hoje dirige em relação a essa situação de excrescência de um relatório completamente infundado, sem base jurídica, sem base em verdade factual e com um único e nítido sentido de obter votos. Isso, senhor presidente, é abuso de poder.

Isso pode levar, inclusive, à inelegibilidade. Isso pode levar, não só em sanções, em outras áreas, como Vossa Excelência já mencionou na fala de Vossa Excelência quando disse respeito à necessidade de uma atuação do Ministério Público, mas também da Justiça Eleitoral. E a Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter voto num proselitismo eleitoral, porque tem que se pôr fim imediato a essa sanha de que atacar determinadas instituições dá voto. Atacar instituições é atacar o estado democrático de direito, é atacar a democracia e isso é abuso de poder.”

Segundo Toffoli, as pessoas responsáveis pela elaboração do relatório “não merecem a dignidade” de serem elegíveis.

“Porque é disso que se trata, presidente Gilmar Mendes, quando surge um relatório aventureiro desse, é tentativa de obter votos. E esse voto é um voto conspurcado porque ele é antidemocrático, é anti-estado democrático de direito, é um voto corrupto e essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegível.”

“Adoro ser desafiado”

Gilmar Mendes abriu a sessão da Segunda Turma partindo para o confronto.

O decano do STF afirmou que adora “ser desafiado” e citou uma frase utilizada no Mato Grosso.

“Eu, como sabem, adoro ser desafiado. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: ‘Não me convide para dançar porque eu posso aceitar’. Adoro ser desafiado. Me divirto com isso. Mas outros se acoelham, tem medo. E assombração, também dizemos no interior, aparece para quem acredita nisso. É preciso que a gente esteja atento, inclusive para dizer para aqueles que têm medo de assombração, que eles não existem, que são fantasmas, que não amedrontam, que são fantoches.”

Gilmar também afirmou que o ex-PGR Rodrigo Janot, seu antigo desafeto, ficava “bêbado às três horas da tarde” e comparou os trabalhos do colegiado ao “lavajatismo”.

Ministros do STF e Gonet

O relatório de Vieira pede o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No caso de Toffoli, são citados julgamentos em situação de suspeição, decisões e comportamentos que, segundo o relator, indicam conflito de interesses e interferência em investigações.

Já Moraes é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes, com o Banco Master.

Ele também é acusado de atuar para restringir o alcance das apurações da CPI. Ao decano Gilmar Mendes, o relatório atribui conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, comprometendo as investigações realizadas pela comissão.

Em relação ao procurador-geral da República, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades. Para Vieira, houve falha no cumprimento das atribuições institucionais do PGR.

A CPI do Crime Organizado investigou a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no país. Nas últimas semanas, ela vinha buscando avançar na apuração das fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O prazo de funcionamento do colegiado vai até hoje. Alessandro Vieira está fazendo a leitura de seu relatório e, na sequência, o colegiado vai votá-lo.

Leia também: STF sob investigação

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Comentários (3)

LEDI MACHADO DOS SANTOS

14.04.2026 22:48

Ninguém abusa mais do poder do que certos togados do STF! São sempre os mesmos, por coincidência, os que participam de festas em hotéis de luxo na Europa, bancados pelo criminoso Borçato/Banco Master!


Fabio

14.04.2026 20:28

Esse bandido é um fdp mesmo, pqp


14.04.2026 20:12

Abuso de poder é o STF defender ministros claramente corruptos e ineptos para o cargo!


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