Witzel pede voto secreto em eleição indireta no Rio
Ex-governador cassado acompanha julgamento no STF e compara com seu impeachment na Alerj
“Foi um processo ilegítimo”, afirmou o ex-governador Wilson Witzel nesta quarta-feira, 8, ao relembrar o impeachment sofrido por ele em 2021. Witzel acompanhou o julgamento no STF que discute o formato da eleição para o governo fluminense após a renúncia de Cláudio Castro às vésperas de análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ele tentou atuar como parte interessada, em nome do Partido Democrata (antigo PMB), mas o pedido foi rejeitado. Ainda assim, foi ao Supremo para seguir a sessão. Defendeu voto secreto caso o pleito seja indireto.
O ministro Cristiano Zanin manteve posição por eleições diretas ao mandato-tampão. Classificou a saída de Castro como manobra para evitar pleito amplo. O relator, Luiz Fux, votou por indiretas, devido ao calendário eleitoral próximo. Placar está em 1 a 1.
Conexão com impeachment de 2021
Witzel relacionou o debate atual ao processo que o afastou em 2021. A votação na Alerj ocorreu de forma aberta.
“Hoje, com demonstração clara de que a Assembleia do Rio de Janeiro está de certa forma sendo pressionada pra votar com o grupo do governador que saiu, retroagindo a 2020 o processo de impeachment contra mim teve a mesma contaminação. Foi um processo ilegítimo”, disse.
O partido que representa prefere eleições diretas. Se o STF optar por indiretas, cobra regras para transparência, como voto fechado entre deputados.
“A situação da Assembleia do Rio de Janeiro demanda muita cautela numa eleição indireta com voto aberto”, completou.
Saiu para ficar?
Zanin criticou a renúncia de Castro, em fevereiro de 2026, como forma de manter influência no Palácio Guanabara. Fux priorizou prazos eleitorais para outubro.
O vácuo no governo fluminense surgiu após Castro deixar o cargo. Ele disputava reeleição, mas recuou diante de risco de inelegibilidade.
Para Witzel, a renúncia do governador teve como objetivo “garantir o grupo dele no poder”.
O julgamento segue com análise de outros ministros. Decisão pode alterar dinâmica política no Rio até 2026.
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