Rebeldes Houthis dizem ter atacado Israel em ação conjunta com Irã e Hezbollah
Grupo terrorista promete novos ataques em apoio ao chamado "eixo da resistência"
Os rebeldes Houthis afirmaram nesta segunda-feira, 6, ter realizado um ataque coordenado com a Guarda Revolucionária do Irã e o grupo Hezbollah contra alvos militares e estratégicos em Eilat, no sul de Israel.
De acordo com o porta-voz dos Houthis, Yahya Sarea, a ofensiva envolveu o lançamento de múltiplos mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados, tendo como alvo pontos considerados vitais pelo governo israelense.
Sarea afirmou que a ação foi conduzida “em apoio ao eixo da jihad e da resistência no Irã, Líbano, Iraque e Palestina” e contra “o plano sionista” de redesenhar o mapa do Oriente Médio. Ele também declarou que novos ataques devem ocorrer.
Irã “eliminado”?
Em coletiva de imprensa, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã poderia ser “eliminado” em uma noite.
Trump ameaçou causar um “inferno” em Teerã caso o país não aceite um acordo até terça-feira, 7, para reabrir o Estreito de Ormuz.
“O país [Irã] inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”, disse.
Cessar-fogo rejeitado
Mais cedo, Trump classificou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos países que tentam mediar o conflito como um “passo significativo”, mas “insuficiente”.
“Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Não é o ideal, mas é um passo muito significativo”, disse Trump a repórteres.
“Eles deram um passo muito significativo, estão negociando agora. Vamos ver o que acontece”, acrescentou.
O Irã também rejeitou a proposta.
Segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA, Teerã fez uma contraproposta de 10 cláusulas, exigindo um fim permanente à guerra, “em consonância com as considerações do Irã”.
O Irã também exige o fim das hostilidades regionais, o estabelecimento de um protocolo para passagem segura por Ormuz.
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