Como é a missão que vai levar o homem de volta à lua após mais de 50 anos
O foguete SLS da missão Artemis chama atenção pelo tamanho e tecnologia. Entenda como funciona essa viagem até a Lua
A missão Artemis promete recolocar a Lua no centro das atenções, tendo o foguete SLS e a nave Orion como protagonistas em um voo que decola da Terra, passa rasante pela superfície lunar e retorna em segurança ao oceano.
O que é o foguete SLS e por que ele é tão grande
O SLS (Space Launch System) é o foguete projetado pela NASA para levar a missão Artemis até a Lua, em versões que podem superar a altura do Saturno V do programa Apollo. Em sua configuração máxima, chega a cerca de 111 metros, equivalente a um prédio de 36 andares ou três estátuas do Cristo Redentor empilhadas.
Com mais de 2.600 toneladas de massa, o SLS pesa aproximadamente o mesmo que 2.000 Fuscas alinhados. Esse porte gigantesco é necessário para acelerar a nave Orion até a velocidade de escape da Terra e ainda levar cargas científicas que apoiarão futuras viagens de longa duração.

Como o SLS é construído e como ele lança a missão Artemis
O SLS é composto por um grande estágio central criogênico, dois propulsores laterais de combustível sólido e um estágio superior também movido a hidrogênio e oxigênio líquidos. Na ponta, ficam a nave Orion e um foguete de escape que pode puxar a cápsula para longe em caso de emergência durante a decolagem.
O lançamento ocorre no Kennedy Space Center, na Flórida, e em cerca de dois minutos o foguete já passa de 50 km de altitude. Em seguida, os propulsores laterais se separam e caem no oceano, o sistema de escape é descartado por volta de 90 km e o estágio central é ejetado quando esvazia, deixando o estágio superior e a Orion para completar a órbita terrestre.
Como a nave Orion viaja até a Lua e entra em órbita lunar
Depois que o estágio superior coloca o conjunto em órbita, a Orion realiza algumas voltas ao redor da Terra com motores desligados, enquanto o controle em solo checa todos os sistemas. Confirmado que está tudo em ordem, o motor do estágio superior é religado para a injeção translunar, que coloca a nave na rota rumo à Lua.
Próximo ao satélite, a Orion e o estágio superior fazem um rasante a cerca de 110 km da superfície lunar. O estágio superior segue em outra trajetória, enquanto a Orion aciona seus motores no momento certo para ser capturada pela gravidade da Lua, entrando em órbita e permanecendo alguns dias cumprindo os objetivos da missão antes de preparar o retorno à Terra.

Como a nave Orion é dividida e como ocorre a reentrada na Terra
A Orion é formada por dois módulos: o de serviço, com combustível, sistemas e suprimentos, e o módulo tripulado, onde ficam os astronautas e os controles de voo. Essa divisão repete o conceito das naves Apollo, permitindo descartar a parte que não é necessária na reentrada atmosférica.
Ao se aproximar novamente da Terra, o módulo de serviço é separado e se desintegra como um meteoro, enquanto o módulo tripulado enfrenta temperaturas extremas protegido por um escudo de calor. Depois de atravessar a fase mais crítica da reentrada, uma sequência de paraquedas é aberta para reduzir a velocidade até o pouso controlado no oceano.
“A exploração espacial entra em uma nova fase com a Programa Artemis, que busca levar humanos de volta à Lua. Neste vídeo do canal Cortes do Manual do Mundo, com 203 mil inscritos, são apresentados os principais objetivos e desafios dessa missão ambiciosa.
Quais curiosidades ajudam a entender o SLS e a missão Artemis
Alguns números e características ajudam a visualizar melhor a escala do SLS e o tipo de tecnologia usada na missão Artemis. O foguete combina componentes herdados de programas anteriores da NASA com sistemas novos, mas não é reutilizável, sendo descartado após cada lançamento. Esses dados também servem para comparar a Artemis com o programa Apollo e com outros grandes veículos de lançamento em desenvolvimento no mundo.
Além disso, os valores de altura, massa e desempenho do SLS e da Orion ilustram o desafio de levar cargas pesadas para além da órbita baixa da Terra, abrindo caminho para futuras missões tripuladas à superfície lunar e, no longo prazo, a Marte.
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