Bruce Springsteen critica Trump, que rebate: “Ameixa seca”
Cantor abriu turnê em Minneapolis com discurso político e participou de protestos contra políticas migratórias; Trump pediu boicote aos shows
Bruce Springsteen transformou a abertura de sua turnê em Minneapolis, em 2026, em um ato de oposição ao governo de Donald Trump. Diante do público, o cantor classificou a administração republicana como “corrupta, incompetente, racista, imprudente e traidora” — palavras que rapidamente repercutiram nos meios políticos e nas redes sociais dos Estados Unidos.
A escolha da cidade não foi aleatória. Em janeiro de 2026, dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, moradores de Minneapolis, foram mortos a tiros por agentes do ICE, a agência federal de imigração, durante uma manifestação. O episódio gerou controvérsia nacional e serviu de pano de fundo para o discurso do músico.
Morte de dois cidadãos e contexto político
Ao subir ao palco, Springsteen fez referência direta ao ocorrido em janeiro: “No último inverno, tropas federais trouxeram morte e terror para as ruas de Minneapolis”, afirmou. “Bem, eles escolheram a cidade errada. A força e a solidariedade do povo de Minneapolis e de Minnesota foram uma inspiração para todo o país”.
A então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, havia declarado em audiência no Senado que Good e Pretti eram “terroristas domésticos”. Imagens de vídeo divulgadas posteriormente contrariaram a versão oficial. A declaração foi alvo de críticas de parlamentares democratas e republicanos.
O cantor também convocou o público a “escolher a esperança em vez do medo, a democracia em vez do autoritarismo, o Estado de Direito em vez da ilegalidade, a ética em vez da corrupção desenfreada, a resistência em vez da complacência, a união em vez da divisão e a paz em vez da guerra”.
Trump responde e pede boicote
A reação de Trump veio pela rede Truth Social. O presidente chamou Springsteen de “perdedor total”, comparou-o a uma “ameixa seca”, questionou a qualidade de sua voz e convocou seus apoiadores a boicotar a turnê, descrevendo os shows como “muito chatos”.
Walz dispara contra Trump
Na sede do governo do estado de Minnesota, Springsteen dividiu o palanque com o governador Tim Walz, que chamou Trump de “aspirante a ditador” antes de passar a palavra ao músico.
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