Flotilha partirá da França para tentar romper bloqueio a Gaza
Organizada por entidade de solidariedade palestina, expedição se unirá a uma coalizão de cerca de cem barcos no Mediterrâneo
“Nossa mensagem é essencialmente política”, declarou Claude Léostic, representante da AFPS (France Palestine Solidarité), em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira, 30. Segundo ele, a missão expressa apoio a uma população submetida ao que a organização chama de genocídio e bloqueio.
Uma flotilha internacional composta por dois veleiros e dez embarcações partirá no dia 4 de abril de Marselha, no sul da França, com destino à Faixa de Gaza. O objetivo furar o bloqueio imposto por Israel ao território palestino. Os organizadores definem a ação como um ato de solidariedade ao povo de Gaza.
Coalizão no mar
As duas embarcações francesas se juntarão, já em alto-mar, à flotilha denominada Thousand Madleens, formada por dezoito barcos, e posteriormente à Global Sumud Flotilla. A estimativa dos organizadores é de que a coalizão reúna ao redor de cem embarcações ao todo.
“Com cem barcos, há chances de que alguns passem. E se alguns passarem e chegarem até Gaza, simbolicamente será algo muito forte, o bloqueio terá sido rompido”, afirmou Léostic.
A Faixa de Gaza é governada pelo grupo terrorista Hamas e está sob bloqueio israelense desde 2007. Israel e o Hamas se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo firmado em outubro de 2025, após dois anos de conflito armado.
Tentativa anterior foi interceptada
O histórico indica os riscos da empreitada. No fim de 2025, uma flotilha com aproximadamente cinquenta embarcações foi interceptada pela Marinha israelense. A bordo estavam ativistas e figuras públicas, entre elas a ambientalista sueca Greta Thunberg. Todos os tripulantes foram detidos e posteriormente expulsos de Israel.
Os organizadores e a Anistia Internacional classificaram a interceptação como ilegal. A experiência do ano passado não desestimulou o movimento — ao contrário, serviu de base para ampliar a operação em 2026, com o aumento do número de embarcações como estratégia para elevar as chances de ao menos parte da frota alcançar o destino.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)