Nos EUA, Flávio defende pressão externa por “eleições justas” no Brasil
Senador defende monitoramento da liberdade de expressão e critica governo Lula durante discurso no CPAC
O senador Flávio Bolsonaro (foto) pediu neste sábado, 28, durante discurso nos Estados Unidos, que a comunidade internacional acompanhe de perto o cenário político brasileiro. Pré-candidato à Presidência, ele discursou no CPAC, maior evento dito conservador do país.
“Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, disse.
Flávio afirmou ainda que não quer interferência estrangeira direta no pleito, mas voltou a criticar o governo americano anterior.
“Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo.”
Lula
Durante o discurso, Flávio fez críticas ao governo Lula. Segundo ele, o Brasil enfrenta “outra crise econômica devastadora, uma crise de segurança pública com expansão enorme de cartéis narcoterroristas, e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até membros da própria família do Lula”.
O senador afirmou também que pretende disputar a Presidência e prometeu mudanças caso vença.
“Em vez da administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista que odeia a América, aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana —essa é uma boa mudança de política externa para a região, não é?”, questionou.
Facções criminosas
Ele também destacou o papel estratégico do Brasil na América Latina e sugeriu que o país pode se tornar um aliado relevante dos Estados Unidos.
O senador voltou a defender medidas mais duras contra facções criminosas brasileiras. Citou grupos como o PCC e o Comando Vermelho e afirmou que pretende classificá-los como organizações terroristas em um eventual governo.
“E quando eu vencer, o povo brasileiro terá novamente um presidente que luta contra interesses das elites globais, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destrói famílias, contra cartéis de drogas, e acima de tudo, luta pela liberdade e valores tradicionais.”
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