Se acabar sem relatório aprovado, será uma pizza enorme, diz Rogério Correia sobre CPMI
Deputado do PT alerta que impasse pode encerrar comissão sem conclusões e jogar meses de investigação “fora”
A reta final da CPMI do INSS entrou em clima de tensão com o risco da comissão encerrar os trabalhos sem a aprovação de um relatório final. O alerta foi feito pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que elevou o tom diante do impasse entre os integrantes do colegiado.
“Se acabar sem relatório será uma pizza enorme, um período todo praticamente jogado fora”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à indefinição sobre o parecer que será apresentado pelo relator, Alfredo Gaspar (União-AL). Até agora, o conteúdo do documento não foi divulgado aos membros da comissão, o que mantém o cenário de incerteza sobre o desfecho dos trabalhos. Correia também cobrou responsabilidade na condução da fase final da Comissão. “A gente espera que o presidente não seja responsável por assar pizza hoje aqui na nossa CPMI”, disse.
O deputado afirmou que o posicionamento do seu grupo dependerá diretamente do teor do relatório. “Nós não conhecemos o relatório do Deputado Gaspar. Nós precisamos conhecer para ver o que vamos fazer. Se for um relatório técnico, nós podemos analisar e ver se há consenso. Mas se for uma peça mais política, partidária, mais ideológica, aí nós teremos que rejeitar e temos um outro relatório alternativo”, declarou.
Segundo ele, o texto paralelo já está estruturado e amplia significativamente o alcance das responsabilizações. “Esse relatório nosso faz mais de 170 indiciamentos, responsabilizando pessoas, e mais de 50 pessoas que também estão sendo responsabilizadas com pedido de aprofundamento pela Polícia Federal”, afirmou.
Leia mais: Relatório paralelo da CPMI do INSS pede 170 indiciamentos
O parlamentar disse ainda que o documento identifica uma estrutura organizada de atuação dentro do esquema. “É um relatório muito consistente, onde nós colocamos nove grupos que atuaram nesse roubo e mais um outro grupo de agentes políticos e servidores públicos que se corromperam no processo. Então, são dez núcleos que a gente responsabiliza”. O deputado também defendeu medidas concretas de punição aos envolvidos. “A partir do confisco de bens daqueles que foram os responsáveis pelo roubo”, concluiu.
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Comentários (1)
Annie
27.03.2026 10:19Era isso que os togados queriam.