Senadores reagem à prorrogação da CPMI: “Não conseguiram encerrar”
Comissão ganha sobrevida após impasse com prazo fixado por Mendonça ao presidente do Congresso
A prorrogação da CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, provocou reação imediata de senadores que apontaram tentativa frustrada de encerrar os trabalhos do colegiado antes da conclusão das investigações. “Não conseguiram encerrar. E agora a CPMI do INSS vai continuar”, afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF)
Segundo ele, a extensão amplia o alcance das apurações. “A Comissão ganha fôlego pra ir onde eles não querem que a gente vá. Porque quando começa a aparecer blindagem, é sinal de que eles têm algo para esconder. O esquema dos consignados não pode ser tratado de forma superficial. Tem mais de 80 bancos envolvidos, milhões de aposentados roubados e muita pergunta sem resposta”.
Na mesma linha, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) classificou o desfecho como uma vitória política e criticou a tentativa de barrar a continuidade da comissão. “Vitória do Brasil, vitória dos aposentados, pensionistas, dos idosos e derrota para os bandidos corruptos da nação”, disse.
A parlamentar também elevou o tom contra adversários. “Derrota da esquerda. Eles fizeram de tudo para impedir que as investigações continuassem, mas não conseguiram. O que será que têm a esconder? Nós vamos descobrir tudo”, afirmou.
Ao comentar os próximos passos da comissão, Damares também disse que o novo prazo permitirá aprofundar a análise do material já reunido. ““Agora a gente tem mais 60 dias de muito trabalho, que podem ser prorrogados um pouco mais. Mais 60 dias pra gente ler todos os documentos que estão na sala-cofre, todos os sigilos, e a gente construir um mega relatório”, completou.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta quinta-feira, 26, a prorrogação do colegiado. A extensão ocorre após o esgotamento do prazo de 48 horas estabelecido pelo ministro André Mendonça, na segunda-feira, 23, para que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, formalizasse a medida. Pela decisão do STF, caso o prazo não fosse cumprido, a prorrogação ocorreria automaticamente. Segundo integrantes da comissão, o prazo se encerrou sem a leitura formal por Alcolumbre, o que levou à declaração de continuidade no próprio colegiado.
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