As frases da semana em que um vereador ‘literalmente’ se matou
As frases da semana em que um vereador 'literalmente' se matou.
“Centrão bloco de ladrão”. Hashtag no Twitter, que subiu rapidamente para o ranking de assuntos mais comentados nesta quinta (2).
“Muito inteligente. Vai ser super fácil conseguir voto atacando todo mundo dessa forma”. Um parlamentar, segundo a Folha, ironizando a estratégia.– Sol Nascente
“Animes?” Jair Bolsonaro, no Twitter, depois de cumprimentar o novo imperador do Japão, Naruhito, que ascendeu ao trono nesta quarta (1º).
“Muito obrigado pela homenagem! Belo anime! (autor desconhecido)”. Jair Bolsonaro, 15 minutos depois, mostrando não saber que o termo “anime” se refere apenas a desenhos animados japoneses, e não ilustrações.
– A pena do posteMuito obrigado pela homenagem! Belo anime! 👍🏻 (autor desconhecido) pic.twitter.com/o4bzREQFg8
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 2, 2019
“Fernando Haddad passa a ter coluna na Folha”. Manchete da Folha nesta quinta (2).
“Chega de intermediários”. Alexandre Borges, no Twitter, comentando a contratação.
“O problema é que vai levar 4 anos pra ele entregar e não sai nada”. Ricardo Amaral, no Twitter, idem.– Na Venezuela
“Não é para se colocar à frente dos blindados”. José Mujica, ex-presidente do Uruguai, sobre o blindado que atropelou civis na Venezuela.
“Sim, estamos em combate”. Nicolás Maduro, de dentro de um quartel.
“É um problema que só vai se resolver ao se restabelecer a democracia na Venezuela”. Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), no Senado.
“Quando acaba a saliva, entra a pólvora. Não queremos isso. Temos que tentar a solução dos conflitos de forma pacífica, é isso”. Jair Bolsonaro, em cerimônia no Itamaraty.
“Acho que não existe a mínima possibilidade de intervenção. Não tem amparo nenhum uma ideia dessas”. Ministro Santos Cruz, da Secretaria de Governo, descartando uma guerra.
“Repudiamos mais essa tentativa de golpe na Venezuela com influência direta de forças estrangeiras, como o EUA, além de muita desinformação por parte da Grande Mídia local”. Jandira Feghali, deixando claro de que lado está a esquerda.
“Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso continente”. Jair Bolsonaro, torcendo por uma vitória de Mauricio Macri na Argentina e abrindo outro front.
“O governo tem de deixar de ser ele próprio uma fonte de incerteza e de medo, até”. Armínio Fraga, ao Valor.– Dia do Fico
“Informo que não pretendo deixar o governo”. Damares Alves, nesta sexta (3), desmentindo reportagem da Veja intitulada “Ministra Damares Alves pede a Bolsonaro para deixar o governo”.
“Continuo muito”. Marcos Cintra, secretário da Receita Federal.
“Estamos no poder hoje. Aceita que dói menos”. Damares Alves, nesta quinta (2).
“Representa alguém que prendeu políticos. Não é um personagem agradável para a maioria no Congresso. Contrariou muitos interesses”. Senado Márcio Bittar (MDB-AC), à Crusoé, sobre Sergio Moro.
“O que estão fazendo com o ministro Marcelo é uma ignomínia. Não tem razão de ser”. Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, sobre o ministro do Turismo.
“Os desafios são muito grandes, mas estamos no caminho certo”. Sergio Moro, à Crusoé.– O sincericídio de Paulinho
“O que estamos discutindo dentro do Centrão é que precisamos fazer uma reforma que não garanta a reeleição de Bolsonaro”. Paulinho da Força, em evento no Dia do Trabalho.
“Doidice dele, loucura. Nunca tratamos disso”. Deputado federal Arthur Lira (PP-AL), líder do PP.
“Acho que ele se entusiasmou”. Deputado federal Wellington Roberto (PR-PB), líder do PR..
“Ele colocou mal e expressou algo que decepciona a população”. Deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, chamando os governadores a se engajarem pela reforma.
“Tem muita gente que mente descaradamente sobre a reforma da Previdência”. Deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), líder do MDB na Câmara.
“Nova Previdência: pode perguntar”. O novo slogan da reforma.
“Talvez algo em torno de R$ 600 bilhões já seria positivo”. De novo o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), líder do PP, negociando.
“Não pode ser uma reforma ‘fit’. Tem de ser uma reforma parruda, que economize R$ 1 trilhão, R$ 900 bilhões”. Luiz Cornacchioni, da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
“A reeleição é um direito do presidente”. Deputado federal José Nelto (Podemos-GO), líder do Podemos.
“Não é Bolsonaro que precisa dar certo, mas, sim, o Brasil”. Deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS).
“Quem quer desidratar a reforma para tentar prejudicar um governo, o que me parece uma loucura, não merece o mandato que tem”. Deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do Governo no Congresso.
“Se há medo de ele concorrer à reeleição, forçoso concluir que o governo vai bem”. Janaina Paschoal, deputada estadual (PSL-SP).
“Depois de Bolsonaro, qualquer brasileiro pode se candidatar: é só ter vontade e um partido”. Senador Angelo Coronel (PSD-BA), aliado do governador petista Rui Costa.– Quem decide
“A situação da Venezuela preocupa a todos. Qualquer hipótese será decidida EXCLUSIVAMENTE pelo Presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional”. Jair Bolsonaro, no Twitter.
“(…) é competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo Presidente da República”. Rodrigo Maia, em resposta.– Dos comentaristas
“Quem foi o 3x beneficiado?”. Ana Luiza Saboia de Freitas, assinante do A+, em Paulo Preto desapropriou mesmo trecho 3 vezes.
“Esse príncipe não passa de um sapo 🐸!” Olho, em A guerra do príncipe.
“A chapa vai esquentar mais uma vez para o chefão”. Joaquim, em Lula delatado no caso de Rosemary Noronha.
“Está na hora da justiça começar a prender o ELEITOR fluminense.” Maikyavel, em Mais de 20% dos prefeitos fluminenses foram cassados, afastados ou presos.– Ainda Olavo
“Vale a pena escutar o que o Olavo fala”. Eduardo Bolsonaro, em entrevista.à RedeTV!.
“No Brasil, ser louco é OBRIGATÓRIO”. Olavo de Carvalho, nesta sexta (3).– No Twitter
Vejo uma comunicação falha há meses da equipe do Presidente. Tenho literalmente me matado para tentar melhorar, mas como muitos, sou apenas mais um e não pleiteio e nem quero máquina na mão. É notório que perdemos oportunidades impares de reagir e mostrar seu bom trabalho.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) April 29, 2019
Carlos, se você tivesse literalmente se matado você estaria morto. Ainda bem que você não controla a comunicação, pois seu português é de um nível baixíssimo.
— Rosana Pinheiro-Machado (@_pinheira) April 29, 2019
"Tenho me matado" está da mesma forma para "Tenho feito", ambos conjugados no Pretérito Perfeito Composto do indicativo, usado para ideia de ação que tem ocorrido repetidas vezes no passado estendendo-se até ao Presente. Logo, ele não estaria morto. Antes de corrigir, aprenda!
— Fernanda Nunes (@Fernuf91) April 29, 2019
O problema não está na conjugação do verbo e sim no uso da palavra "literalmente".Ela significa que não é figura de linguagem mas efetiva ação. Portanto dizer "literalmente me matado" significa que cometeu suicídio, logo….
— vicunha (@vicunha) April 30, 2019
Errado.
— Super Sheep contra o baixo astrólogo (@HomemCarneiro) April 29, 2019
"Tenho me matado" é pretérito perfeito do indicativo, significa algo que ocorre com frequência, ou seja, que ele tem se matado continuamente (se mata várias vezes, sucessivamente).
Para indicar progressão, o correto é o gerúndio no tempo presente. "Estou me matando".
O problema não é a gramática. O problema é que ele ressuscita.
— RpFriba (@RpFriba) April 29, 2019
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