CPMI cogita condução coercitiva de ex-namorada de Vorcaro
Martha Graeff deveria ter prestado depoimento nesta segunda-feira aos integrantes do colegiado
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), pretende ingressar com um pedido de condução coercitiva da Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro (foto, ao lado de Alfredo Gaspar), após ela não comparecer na reunião desta segunda-feira, 23.
A CPMI não conseguiu localizar a ex-namorada de Vorcaro, nem conseguiu contato com a sua defesa. Por essa razão, Viana pretende agora ingressar com uma ação para obrigar a influenciadora digital a comparecer ao colegiado.
O requerimento para a oitiva da ex-noiva de Vorcaro é do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que classifica a influenciadora como “pessoa de extrema confiança” do ex-controlador do Master.
De acordo com o requerimento apresentado à comissão, mensagens interceptadas em abril do ano passado indicariam que Martha teria sido informada por Vorcaro sobre encontros presenciais com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Em uma das conversas citadas no documento, ela questiona detalhes do encontro após ser informada sobre a presença do ministro na cidade.
Para o deputado, a reação da interlocutora indicaria que ela tinha conhecimento sobre a realização de reuniões privadas envolvendo o empresário e autoridades. O objetivo da convocação seria esclarecer o contexto desses encontros e verificar a natureza das relações mantidas por Vorcaro.
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Outro episódio mencionado no requerimento envolve uma chamada de vídeo realizada no fim de abril de 2025. Segundo registros citados na investigação, após o término da ligação, a ex-namorada teria perguntado ao banqueiro com quem ele conversava. Vorcaro teria respondido que se tratava do ministro Alexandre de Moraes. O depoimento da testemunha, segundo o parlamentar, pode ajudar a confirmar a identidade do interlocutor e as circunstâncias da conversa.
O documento também aponta que a ex-companheira do empresário pode ter conhecimento sobre eventos e encontros frequentados por autoridades do alto escalão do Judiciário. Segundo o requerimento, Vorcaro teria relatado à companheira detalhes sobre discursos e reuniões realizadas com integrantes dessas instituições.
“A CPMI precisa apurar se a Sra. Martha Graeff possui conhecimento sobre a organização destes eventos e se houve utilização de ativos investigados (como aeronaves sob gestão da PRIME AVIATION) para o transporte ou logística de tais encontros“, destaca o documento.
Martha Graeff também será ouvida na CPI do Crime Organizado, na quarta-feira, 25. A convocação foi aprovada em 18 de março.
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Comentários (1)
LEDI MACHADO DOS SANTOS
23.03.2026 10:19O crime maior é ter ministros da última instância, pra lá de suspeitos, que julgam, condenam, mandam invadir residências/equipamentos eletrônicos etc, tudo nos porões do STF, como GM, gosta de difamar a operação Lava Jato!