Ação judicial expõe cachê dos participantes do BBB 26
Documentos anexados em processo mostram pagamentos, regras contratuais e multas previstas para pipocas do reality show
O processo aberto por Pedro Henrique Espindola contra a Globo revelou detalhes inéditos sobre os pagamentos do BBB 26. Documentos anexados à ação, que questiona a rescisão do acordo após a desistência dele da competição, expõem o documento assinado pelos participantes anônimos, com valores fixos, bônus semanais e regras rígidas de confidencialidade dentro do reality show comandado por Tadeu Schmidt.
De acordo com o processo que corre na Justiça do Paraná, obtido pela reportagem do TV Pop, parceiro editorial de O Antagonista, a emissora paga R$ 10,5 mil em parcela única aos participantes anônimos do BBB 26. Além disso, cada competidor recebe R$ 500 por semana de permanência no programa. Com base nesses valores, a defesa de Pedro, que saiu do reality nos primeiros dias de confinamento, sustenta que ele teria direito a cerca de R$ 11 mil.
Contrato imposto pela Globo conta com cláusulas leoninas
O contrato também prevê ajustes em casos de permanência curta. Se o participante deixa o reality antes de completar sete dias, o pagamento ocorre de forma proporcional. Outro ponto detalhado envolve conteúdos derivados: caso o participante ganhe um documentário, há previsão de pagamento adicional de R$ 100 mil.
O vínculo firmado no BBB 26 tem validade até o fim de julho, com possibilidade de encerramento antecipado no fim de maio, desde que haja acordo entre as partes. Durante esse período, os participantes não podem conceder entrevistas sem autorização da emissora, conforme as cláusulas apresentadas.
As regras também tratam de publicidade. Apesar das ações comerciais exibidas dentro do programa, a Globo não paga diretamente por essas participações. Os ganhos comerciais ocorrem apenas fora da casa, por meio de acordos nas redes sociais dos participantes, que são gerenciadas pela própria empresa.
Emissora determina sigilo eterno para participantes do BBB 26
Outro ponto relevante envolve o sigilo contratual. O documento determina que as cláusulas devem permanecer confidenciais por toda a vida. Em caso de descumprimento, há previsão de multa de R$ 1,5 milhão. Ainda de acordo com a publicação, a área jurídica da emissora pretende cobrar esse valor de Pedro após o vazamento das informações sigilosas.
Por fim, o contrato autoriza o uso de imagem dos participantes do BBB 26 por tempo indeterminado. A cláusula permite a exibição em diferentes contextos, inclusive em situações íntimas, caso a emissora considere necessário. O caso está em disputa judicial, com pedido de indenização de R$ 4,2 milhões por parte do ex-brother. A defesa questiona a rescisão do acordo.
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