Gasolina e diesel sobem pela terceira semana seguida no Brasil
ANP aponta “situação excepcional de risco” com queda nas importações e pressão sobre a oferta
Os preços dos combustíveis voltaram a subir no país e acumulam a terceira semana consecutiva de alta, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na semana encerrada agora, o preço médio da gasolina passou de R$ 6,46 para R$ 6,65, avanço de 2,94%.
Já o diesel teve alta ainda maior, saindo de R$ 6,80 para R$ 7,26, um aumento de 6,76%.
Desde o início da guerra envolvendo o Irã, o diesel acumula alta de 19,4%, enquanto a gasolina subiu 5,56%.
‘Situação excepcional de risco’
A ANP aponta que o mercado brasileiro vive uma “situação excepcional de risco”, marcada pela queda nas importações e maior demanda sobre a produção interna.
Nos primeiros 17 dias de março, o volume importado caiu quase 60% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Brasil depende do exterior para cerca de 30% do diesel e 10% da gasolina consumidos.
Com o encarecimento internacional e riscos logísticos no Golfo, o diesel importado perdeu competitividade, segundo a ANP.
“O aumento do preço internacional, associado ao risco logístico na região do golfo, reduziu a competitividade econômica do diesel importado e deslocou maior pressão de demanda para o produto nacional”, diz a agência na nota.
Com menos produto disponível, distribuidoras passaram a priorizar clientes com contratos, o que gerou percepção de escassez em algumas regiões e contribuiu para a alta nos preços, mesmo antes de reajustes oficiais.
Diante do cenário, a ANP intensificou o monitoramento de estoques e notificou a Petrobras para ofertar volumes de combustíveis de leilões cancelados.
“A ANP já estava monitorando o mercado e recebendo diversos dados e informações, inclusive relacionadas aos cancelamentos de leilões da Petrobras”, acrescenta a agência.
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Lula
Durante evento em Minas Gerais, Lula defendeu a criação de estoques reguladores pela Petrobras para enfrentar momentos de crise e criticou a ausência desse tipo de política.
“Nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar.”
Apesar de medidas como a redução de impostos e subsídios ao diesel, que poderiam aliviar até R$ 0,64 por litro, os preços seguem em alta.
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