TSE mantém condenação de Marçal por ofensas a Nunes
Tribunal considerou que declarações do coach durante a campanha municipal de 2024 extrapolaram os limites da liberdade de expressão
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a condenação do influenciador e ex-candidato Pablo Marçal (União) por propaganda eleitoral abusiva. A decisão, tomada por unanimidade, manteve a multa de R$ 15 mil aplicada a Marçal em razão de declarações proferidas contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), durante a campanha eleitoral municipal de 2024.
O caso teve origem em um vídeo publicado por Marçal nas redes sociais, no período em que ele disputava a Prefeitura de São Paulo pelo PRTB.
Nas imagens, o coach chamou Nunes de “canalha” e “covarde”, e afirmou ter o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — declaração que não correspondia à realidade, já que o petista apoiava o então candidato Guilherme Boulos (PSOL).
O que disse a corte
Ao negar o recurso de Marçal, o TSE entendeu que as declarações extrapolaram o debate político legítimo. Na decisão, o tribunal afirmou que “a propaganda eleitoral desbordou os limites da liberdade de expressão ao tentar macular a reputação do candidato adversário, caracterizando ataque pessoal ofensivo à sua honra, sendo aplicável a multa”.
Histórico e eleições de 2026
A condenação se soma a um conjunto de processos que Marçal enfrenta na esfera eleitoral. O influenciador está inelegível e tenta reverter ao menos parte das decisões desfavoráveis para viabilizar uma eventual candidatura nas eleições de 2026.
Sua trajetória nas urnas inclui uma tentativa frustrada: em 2022, Marçal concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral. A campanha de 2024 à Prefeitura de São Paulo marcou seu retorno às disputas políticas — desta vez concluída, mas sem êxito.
A assessoria de Marçal foi procurada pelo Estadão para comentar a decisão do TSE, mas não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.
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