James Webb descobre impressionante “planeta derretido” é choca astrônomos da NASA
O L 98-59 d se destaca por provavelmente reunir um interior amplamente derretido e uma atmosfera densa, rica em compostos de enxofre.
A descoberta de um possível novo tipo de planeta, com interior derretido e atmosfera carregada de enxofre, tem chamado a atenção da comunidade científica em 2026.
O objeto, identificado como L 98-59 d, orbita uma estrela a cerca de 35 anos-luz da Terra e pode representar uma classe inédita de mundos que combinam características de planetas rochosos com ambientes extremos dominados por magma e gases voláteis.
O que torna o exoplaneta L 98-59 d diferente dos planetas conhecidos
O L 98-59 d se destaca por provavelmente reunir um interior amplamente derretido e uma atmosfera densa, rica em compostos de enxofre.
Apesar de ter diâmetro cerca de 1,6 vez maior que o da Terra, sua densidade é menor do que a esperada para um planeta puramente rochoso, sugerindo uma estrutura interna incomum.
Observações feitas com o telescópio espacial James Webb e grandes observatórios em solo indicam que a atmosfera contém sulfeto de hidrogênio e uma camada dominante de hidrogênio.
Simulações numéricas apontam para a hipótese de um interior mantido em estado de magma por longos períodos, fora dos modelos tradicionais de super-Terras.
🚨 Scientists discovered a planet called L 98-59 d that smells like rotten eggs. pic.twitter.com/kgzSJAcmZ0
— Space and Technology (@spaceandtech_) March 20, 2026
Como funciona o interior de magma e o papel do enxofre em L 98-59 d
Pesquisas internacionais sugerem um oceano global de magma que se estende por grande parte do interior do planeta, substituindo o manto sólido por uma mistura fluida de rochas derretidas.
Nesse meio, o enxofre pode ser amplamente dissolvido e armazenado em grandes quantidades, influenciando a dinâmica interna.
Com o tempo, esse reservatório libera parte do enxofre em forma de gases que sobem para a atmosfera, mantendo-a espessa mesmo sob forte radiação estelar.
Essa interação contínua entre interior derretido e camada gasosa sustenta a ideia de uma nova classe de planetas de magma com atmosferas ricas em gases voláteis.
Quais são as principais características físicas do novo planeta L 98-59 d
Com base nas medições disponíveis, os cientistas já conseguem traçar um retrato sintético das propriedades físicas mais importantes desse exoplaneta, relacionando tamanho, densidade, interior e composição atmosférica.
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| Interior | Provável presença de um oceano de magma que pode se estender por milhares de quilômetros, indicando intensa atividade geológica. |
| Atmosfera | Composição dominada por hidrogênio e compostos sulfurados, sugerindo um ambiente extremo e potencialmente tóxico. |
| Tamanho | Aproximadamente 1,6 vezes o raio da Terra, classificando-o como um super-Terra. |
| Densidade | Inferior ao esperado para um planeta puramente rochoso, o que pode indicar presença de materiais voláteis ou estrutura interna diferenciada. |
Como os cientistas conseguem estudar um novo planeta tão distante?
Mesmo a 35 anos-luz, o L 98-59 d pode ser investigado com relativa precisão por meio do método de trânsito, que mede a diminuição de brilho da estrela quando o planeta passa à sua frente.
A partir dessa variação, combinada com o movimento da estrela, é possível estimar o raio, a massa e a densidade do planeta.
Para sondar a atmosfera, o James Webb analisa o espectro da luz estelar filtrada pela borda atmosférica do planeta, detectando assinaturas de moléculas específicas.
Modelos computacionais relacionam esses dados a condições de temperatura, pressão e composição, permitindo testar cenários com oceanos de magma e armazenamento profundo de enxofre.
Qual a relação desses planetas de magma com a busca por vida?
Embora o L 98-59 d não seja considerado habitável, sua existência amplia o entendimento da diversidade de exoplanetas na galáxia.
Mundos de magma com atmosferas extremas ajudam a refinar teorias de formação e evolução planetária em diferentes sistemas estelares.
Ao reconhecer que podem existir planetas estáveis com interiores derretidos e química intensa, os pesquisadores conseguem separar melhor sinais que indiquem ambientes habitáveis de marcadores típicos de cenários inóspitos.
Observações futuras dirão se L 98-59 d é um caso isolado ou parte de uma população ainda pouco explorada de planetas exóticos fora do Sistema Solar.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)