Flávio defende castração química para estupradores e redução da maioridade penal
"Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências", afirmou o senador
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta quinta, 19, a redução da maioridade penal para 14 anos e a castração química de estupradores.
A declaração foi feita em uma palestra do grupo Lide que contou com a participação do secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi.
“A maioridade penal para crimes hediondos tem que ser a partir dos 14 anos de idade. Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências. Tem que ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem”, disse Flávio.
Moro no PL
Durante o evento, o senador explicou o que motivou o PL a apoiar a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná.
“O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele. Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sergio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL”, afirmou Flávio.
Como mostramos, Moro decidiu deixar o União Brasil e se filiar ao PL para disputar o Governo do Paraná. A decisão foi tomada na quarta-feira, 18, após reunião com dirigentes da federação União Brasil-PP e acerto com o partido de Flávio Bolsonaro.
A federação União Brasil-PP manifestou tendência de apoio à candidatura de Moro. No Paraná, porém, o PP registra resistências ao senador. O PL ofereceu a legenda e declarou respaldo explícito ao nome do ex-juiz.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, reuniu-se com Moro mais cedo na quarta, 18. O encontro selou o apoio da sigla à pré-candidatura ao Palácio Iguaçu. A decisão marca o fim da aliança com Ratinho.
Valdemar afirmou que o PL busca palanque forte para Flávio Bolsonaro no Paraná. “Nós vamos ter que unir todo mundo lá para ele ganhar a eleição no primeiro turno. Senão nós estamos mortos por causa do Ratinho”, disse o presidente do partido.
Ratinho chegou a se reunir na semana passada com Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, para impedir o apoio do PL a Moro.
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