Pedro Paulo pede audiência com Moraes após prisão de vereador no Rio
Presidente estadual do PSD afirmou que há uma "máfia instrumentalizando a polícia" para "perseguir adversários políticos"
O deputado federal Pedro Paulo (foto), presidente do PSD do Rio, afirmou nesta quinta, 12, que solicitou uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da alegada “instrumentalização da polícia” estadual com a finalidade de “prender adversários políticos”.
O pedido foi feito após a Polícia Civil do Rio prender o vereador Salvino Oliveira (PSD) durante uma operação deflagrada para investigar a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV).
“Acabei de formalizar, junto a outros deputados, o pedido de uma audiência com o diretor-geral da Polícia e com o relator da ADPF, ministro Alexandre de Moraes. Pedi que fosse já amanhã para entender presencialmente o que está acontecendo aqui no Rio de Janeiro. É uma máfia que está instrumentalizando a polícia para prender adversários”, afirmou Pedro Paulo.
O deputado também acusou o governo do Rio de utilizar a prisão como forma de perseguir adversários políticos. Segundo ele, a situação remete a “coisa de máfia”.
“Não há qualquer prova contra ele, a não ser o fato de ser morador de comunidade e uma conversa de um terceiro com um quarto citando o nome de Salvino, que não tem sequer resposta. Vamos até as últimas consequências para cobrar responsabilidades por essa prisão. O que acontece é algo muito sério e coisa de máfia”, disse Pedro Paulo.
O diretório do partido também pediu o afastamento do secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, e do governador Cláudio Castro (PL).
Paes e Castro
Nas redes sociais, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), divulgou um vídeo rebatendo as acusações do governador Cláudio Castro (PL) de que as organizações criminosas vêm se infiltrando na administração municipal ao longo dos anos.
Em resposta, Paes defendeu que o parlamentar seja punido caso seja comprovado o envolvimento com o crime organizado, mas criticou o que chamou de instrumentalização política das forças policiais por parte do governador.
“Eu e o governador Cláudio Castro somos muito diferentes. Eu não sou conivente com nenhum tipo de ilegalidade. Quero dizer aqui que se ficar comprovado qualquer envolvimento do vereador ou de quem quer que seja, eu vou ser o primeiro a cobrar punição e exigir que a Justiça seja feita. Aqui, não se passa mão em cabeça de quem faz coisa errada.
O que não dá para aceitar é algo que venho denunciando há muito tempo: o uso político das forças policiais comandadas pelo governador Cláudio Castro. E muito menos a infiltração do crime organizado na política. Esses são dois problemas centrais da grave crise de segurança pública que a gente vive aqui no estado do Rio”, disse.
No vídeo, Paes afirmou que Castro é “omisso” e “conivente” com aliados que se envolvem com crimes. O prefeito citou casos envolvendo ex-integrantes da área de segurança pública do governo estadual.
Salvino Oliveira
Salvino Oliveira foi eleito vereador do Rio de Janeiro com cerca de 27 mil votos e cumpre o primeiro mandato na Câmara Municipal.
Natural da Cidade de Deus, ele ganhou projeção política na zona oeste da capital fluminense, região onde construiu parte de sua base eleitoral.
Além da prisão do vereador, os agentes cumpriram mandados contra outros investigados que, segundo a polícia, fariam parte de uma rede de apoio da facção.
As autoridades também analisam movimentações financeiras, documentos e comunicações obtidas ao longo da investigação para identificar possíveis novos envolvidos.
Leia mais: “Omisso e conivente com aliados que se envolvem com crimes”, diz Paes sobre Castro
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)