Nascem 5 filhotes de felino ameaçado na Índia
Desde o início da reintrodução, dezenas de filhotes já nasceram, simbolizando avanços graduais na tentativa de restauração
O nascimento de cinco filhotes da fêmea Jwala, no Parque Nacional de Kuno, em Madhya Pradesh, destaca uma das iniciativas de conservação mais ambiciosas da Índia.
Desde o início da reintrodução, dezenas de filhotes já nasceram, simbolizando avanços graduais na tentativa de restaurar a presença do guepardo no país, embora o processo siga cercado de riscos e incertezas.
Como começou o projeto de reintrodução do guepardo na Índia?
O guepardo já habitou amplas regiões indianas até o século XX, quando a caça intensa e a perda de habitat levaram à sua extinção local. A ideia de reintroduzir o felino ganhou força entre cientistas e gestores públicos a partir da segunda metade do século passado.
O plano se consolidou com o Project Cheetah, parceria entre o governo indiano e especialistas internacionais.
Em 2022, 28 guepardos africanos, vindos principalmente de Namíbia, Botsuana e África do Sul, chegaram ao país e foram destinados sobretudo a Kuno, escolhido por suas condições de habitat.
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— DD News Assamese (@ddnews_guwahati) March 9, 2026
ভাৰতত চিতাবাঘৰ সংখ্যাই পাৰ কৰিলে Half Century। প্ৰজেক্ট চিতাৰ অংশ হিচাপে কুনো ৰাষ্ট্ৰীয় উদ্যানলৈ অনা নামিবিয়াৰ চিতাই জন্ম দিলে পাঁচটাকৈ পোৱালি। ইয়াৰ লগে লগে ভাৰতত মুঠ চিতাৰ জনসংখ্যা এতিয়া ৫৩ টালৈ বৃদ্ধি হৈছে।#ProjectCheetah #KunoNationalPark #cheetah #Namibia #India pic.twitter.com/9fZyo5c9fZ
Como é feita a adaptação dos guepardos ao novo ambiente?
Os animais passaram primeiro por recintos cercados, sob rígida quarentena e avaliação veterinária. Só depois foram liberados de forma gradual em áreas maiores, ainda com monitoramento intenso por colares de rastreamento.
Pesquisadores acompanham deslocamento, caça, uso do habitat e interação com outros predadores. Esse acompanhamento permite ajustar decisões de manejo, identificar riscos sanitários e avaliar a real capacidade de Kuno e de Gandhi Sagar de sustentar uma população viável.
Quais são os principais desafios enfrentados pelo projeto?
Mais da metade dos 28 guepardos originalmente translocados morreu, por causas como doenças, estresse de adaptação e conflitos com o ambiente local. Embora mortalidade inicial seja comum em reintroduções, o número alimenta críticas de parte da comunidade científica.
Kuno abriga muitos leopardos, o que intensifica competição por presas e risco de encontros agressivos. Além disso, é necessário lidar com caça ilegal, possíveis ataques a rebanhos, doenças e falta de conectividade entre áreas protegidas, fatores que podem limitar o crescimento populacional.

Quais ações estruturam o manejo e o monitoramento dos guepardos?
O retorno do guepardo envolve biólogos, veterinários, guardas florestais, gestores de parques e comunidades locais. Para organizar o trabalho, foram definidos procedimentos padronizados que orientam desde a seleção dos animais até intervenções emergenciais.
- Avaliação de habitat: análise de presas, vegetação e grandes predadores.
- Seleção de indivíduos: idade, saúde e comportamento adequados.
- Quarentena e exames: controle sanitário antes e após a translocação.
- Monitoramento por rádio-colar: verificação contínua da adaptação.
- Intervenções emergenciais: suporte rápido em ferimentos e doenças.
O que a experiência com o guepardo indica para o futuro da conservação?
Hoje, o governo informa a existência de cerca de 53 guepardos em condições selvagens ou semi-selvagens em Kuno e em Gandhi Sagar, incluindo 11 indivíduos ainda remanescentes da translocação africana e 33 nascidos na Índia. Alguns filhotes, como os de Jwala e Gamini, já alcançam idade reprodutiva.
O caso indiano é observado por países que planejam reverter extinções locais de grandes mamíferos. O sucesso de longo prazo dependerá de áreas amplas, conectividade entre santuários, monitoramento contínuo e engajamento das comunidades, além de transparência na avaliação de resultados e riscos.
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