Vereador do RJ é preso em operação contra o Comando Vermelho
Salvino Oliveira (PSD) foi preso pela Polícia Civil em investigação sobre lavagem de dinheiro e apoio à estrutura financeira da facção no Rio
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira, 11, o vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) durante a operação “Contenção Red Legacy” que investiga esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, o parlamentar é suspeito de ter mantido interlocução com integrantes da facção e de participar de articulações que teriam beneficiado atividades econômicas controladas pela organização criminosa em áreas dominadas pelo tráfico de drogas no Rio.
De acordo com a PC-RJ, a apuração aponta que o vereador teria negociado diretamente com traficantes para obter autorização para realizar campanha eleitoral em regiões sob controle da crime organizado. A suspeita é de que o acordo envolvesse contrapartidas políticas e facilitação de atividades comerciais em territórios dominados pelo grupo criminoso. Entre as áreas citadas nas investigações está a comunidade da Gardênia Azul, na zona oeste da capital fluminense. A polícia apura se houve articulação do vereador com lideranças locais do Comando Vermelho para garantir espaço político na região e outros benefícios.
A operação também teve como foco desarticular mecanismos utilizados pela facção para movimentar recursos financeiros provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas. Investigadores suspeitam que integrantes do grupo criminoso utilizavam intermediários e operadores financeiros para lavar dinheiro e ampliar a atuação econômica da organização em comunidades do Rio.
Além da prisão do vereador, os agentes cumpriram mandados contra outros investigados que, segundo a polícia, fariam parte de uma rede de apoio da facção. As autoridades também analisam movimentações financeiras, documentos e comunicações obtidas ao longo da investigação para identificar possíveis novos envolvidos.
Salvino Oliveira foi eleito vereador do Rio de Janeiro com cerca de 27 mil votos e cumpre o primeiro mandato na Câmara Municipal. Natural da Cidade de Deus, ele ganhou projeção política na zona oeste da capital fluminense, região onde construiu parte de sua base eleitoral. Após a prisão, o vereador foi conduzido para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, onde permanece à disposição da Justiça. Ao chegar ao local, ele negou qualquer relação com o crime organizado e afirmou ser inocente das acusações.
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Comentários (1)
Fabio
11.03.2026 10:13O RJ precisa de intervenção.