“Não têm moral pra julgar nada”, diz Zema sobre Toffoli e Moraes
Governador mineiro afirmou que ministros do STF formam uma “casta dos intocáveis”
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda, 9, que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não tem “moral nenhuma” para proferir decisões em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master.
Segundo Zema, os integrantes do Supremo formam uma “casta dos intocáveis”.
“É uma Corte (o STF) que hoje não tem moral nenhuma para julgar nada. Não vejo Moraes e Toffoli com moral nenhuma para dar nenhuma decisão. São pessoas que estão ocupando cargo e seu tempo com interesse pessoal. Não são servidores públicos”, afirmou o governador mineiro.
Zema defendeu que Toffoli e Moraes sejam alvo de processos de impeachment. O Partido Novo apresentou nesta segunda-feira, 9, um novo pedido de afastamento de Moraes.
“Se nós já tivemos dois presidentes da República afastados, na minha opinião, já passou da hora de o mesmo acontecer com ministros do STF. Isso é pelo bem do Brasil e das instituições”, disse.
CPI de Toffoli e Moraes
O requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes atingiu o número mínimo de 27 assinaturas para ser protocolado.
A iniciativa é do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e entre os signatários estão também parlamentares do PP, Republicanos, PL, Novo, PSD, PSB e União Brasil.
São 29 apoiadores, até o momento.
Conforme o requerimento de criação, a CPI apuraria “a existência, a natureza e a extensão de eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra ordem entre os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como os seus associados, sócios e demais pessoas físicas e jurídicas integrantes do mesmo conglomerado ou a ele vinculadas”.
O colegiado investigaria, principalmente, “os possíveis reflexos dessas relações sobre a conduta funcional dos referidos magistrados no exercício de suas atribuições institucionais, com vistas à eventual responsabilização dos julgadores e ao aprimoramento do arcabouço normativo destinado a garantir a independência, a imparcialidade e a integridade do Poder Judiciário brasileiro”.
Para que o colegiado seja criado após o requerimento ser protocolado, porém, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa fazer a leitura do documento em sessão do plenário.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito é composta por igual número de integrantes da Câmara e do Senado. Assim como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), ela tem poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados e inquirir testemunhas.
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Comentários (1)
Eles não tem moral nenhuma, mesmo. Ainda mais se forem contados por tudo que já condenaram e que hoje estão precisando esconder.