“Será que são intocáveis?”, questiona Zema ao anunciar pedido de impeachment contra Moraes
Governador afirma que chegou a Brasília para protocolar pedido contra ministro do STF; "Nunca na história um ministro do Supremo foi afastado"
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira, 9, que chegou a Brasília para “protocolar pedido de impeachment” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A iniciativa, segundo ele, busca responsabilizar integrantes da Corte por eventuais abusos ou erros no exercício do cargo. A iniciativa foi anunciada em publicação nas redes sociais.
“Estou chegando em Brasília para protocolar o pedido de impeachment do Alexandre de Moraes”, afirmou.
Ao justificar a medida, Zema destacou que nenhum ministro do Supremo foi retirado do cargo ao longo da história. “Nunca na história do Brasil um ministro do Supremo foi afastado do cargo. Dois presidentes da República já foram derrubados. Mas nunca um ministro do Supremo”, declarou.
O governador também questionou se ministros da Corte estariam imunes a responsabilização institucional. “Será que eles são intocáveis? Será que não têm que responder pelos seus erros como qualquer brasileiro?”, escreveu.
Na sequência, Zema disse que a responsabilização de integrantes do STF é uma demanda que, segundo ele, encontra respaldo em parte da população. “Têm sim. Eu, e milhões de brasileiros, queremos o impeachment de Alexandre de Moraes. Queremos que como todo cidadão ele responda pelos seus erros”.
O governador ainda convocou apoiadores a divulgar nas redes sociais uma campanha em defesa da abertura do processo contra o ministro. “Se você é mais um dos milhões de brasileiros que acreditam que quem julga também pode ser julgado, compartilhe a #ChegadeIntocáveis. Vamos fazer história”, concluiu.
Pela Constituição, cabe ao Senado Federal analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A abertura do processo depende inicialmente de decisão do presidente da Casa, responsável por avaliar a admissibilidade da denúncia.
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