“Se ficar confirmado, é crime”, diz Viana sobre possível envolvimento de Moraes e Master
Presidente da CPMI do INSS afirma que Senado precisa ter “coragem” para investigar eventual favorecimento ao banco
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o Senado “precisa investigar” suspeitas envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o Banco Master. Segundo ele, caso fique comprovado que houve uso do cargo para favorecer a instituição financeira, o caso pode configurar crime e outras consequências.
“A suspeita de que o ministro Alexandre de Moraes usou do cargo para tentar beneficiar o Banco Master e que supostamente a mulher dele fez um contrato para receber esse favor, isso é crime se ficar confirmado. Isso cabe o impeachment e cabe ao Senado ter a coragem de abrir uma investigação e saber exatamente todos os pontos dessa história”, declarou.
O senador afirmou que o Congresso não pode se omitir diante das suspeitas que surgiram a partir das investigações da Polícia Federal. “E se for necessário, e se ficar confirmado essa história, tirar o ministro do cargo. Nós precisamos dar essa resposta ao país”, concluiu.
As declarações ocorrem em meio ao avanço das apurações sobre o Banco Master e às revelações sobre possíveis conexões do banqueiro com autoridades de diferentes esferas de poder, como a relação com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A empresa admitiu, nesta segunda-feira, 9, ter prestado consultoria jurídica ao Banco.
Segundo nota divulgada, o contrato envolveu a produção de 36 pareceres jurídicos e a realização de 94 reuniões de trabalho relacionadas a demandas apresentadas pela instituição financeira. O escritório de advocacia afirmou que os serviços prestados foram de natureza consultiva e que “não houve atuação em processos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal”.
“O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados esclarece que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 advogados. Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”, diz a nota divulgada.
Ainda de acordo com o documento, 79 reuniões ocorreram presencialmente na sede do Banco Master, com duração média de três horas, envolvendo representantes das áreas corporativa e de compliance do banco e os advogados do escritório. Outras 13 reuniões foram realizadas com a presidência da instituição, sendo duas presenciais e onze por videoconferência.
Leia mais: Escritório da esposa de Moraes admite consultoria ao Banco Master
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