Segunda árvore mais velha do mundo fica na Argentina: tem 50 metros de altura e 2.630 anos
Exploração histórica de sua madeira resistente e durável reduziu drasticamente o número de exemplares monumentais, tornando indivíduos como esse ainda mais raros e valiosos.
Entre montanhas, lagos e florestas frias do sul da Patagônia argentina, o Alerce Milenário, uma árvore de Fitzroya cupressoides no Parque Nacional Los Alerces, em Chubut, destaca‑se por sua idade extraordinária de 2.630 anos, pela altura de cerca de 50 metros e por simbolizar a resistência das florestas andinas e a urgência da proteção ambiental na região.
O que torna o Alerce Milenário uma árvore excepcional
Estimativas baseadas em anéis de crescimento e modelos comparativos indicam que o Alerce Milenario possui alguns milênios de idade, embora o valor exato seja incerto para evitar perfurações profundas que danifiquem o tronco.
Esse cuidado ilustra o dilema entre ampliar o conhecimento científico e preservar um organismo vivo tão singular.
A espécie Fitzroya cupressoides, típica das florestas temperadas frias do sul do Chile e da Argentina, cresce lentamente e pode viver muito além de outras árvores da região.
A exploração histórica de sua madeira resistente e durável reduziu drasticamente o número de exemplares monumentais, tornando indivíduos como esse ainda mais raros e valiosos.
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— RED 92 (@RED92cadadiamas) February 8, 2026
El “Abuelo” de la Patagonia: el alerce milenario que supera los 2.600 años y se alza 60 metros en un santuario natural de Chubut https://t.co/RO2EuxXapM pic.twitter.com/p9nvuE0lkj
Por que o Alerce Milenario tem importância científica e cultural
Os anéis de crescimento do tronco funcionam como um arquivo natural que registra variações de clima, incêndios e outras alterações ambientais ao longo de séculos.
Isso transforma o alerce em uma referência fundamental para entender a história climática da Patagônia e a dinâmica dos ecossistemas locais.
Além do aspecto científico, o Alerce Milenario é um patrimônio biológico e cultural, articulando debates sobre desmatamento, legislação ambiental e o papel dos parques nacionais.
Em Los Alerces, área declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, ele simboliza o resultado de políticas de conservação que enfrentam o corte ilegal, a ocupação desordenada e os incêndios.
Como o turismo influencia a conservação do Alerce Milenario
O aumento do turismo, impulsionado por roteiros e redes sociais, traz benefícios econômicos, mas também pressiona o entorno da árvore por meio do pisoteio, compactação do solo e proximidade excessiva às raízes.
Para reduzir esses impactos, a gestão do parque investe em infraestrutura e educação ambiental.
Essas ações incluem estruturas físicas e orientação direta aos visitantes, formando um conjunto de medidas para compatibilizar visitação e proteção:
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Quais atitudes dos visitantes ajudam a proteger a árvore
Proteger o Alerce Milenario exige que cada visitante adote comportamentos responsáveis, lembrando que pequenas ações, repetidas por muitas pessoas, podem causar danos significativos.
Boas práticas de visitação reduzem o impacto direto sobre o solo, as raízes e o risco de incêndios.
- Permanecer nas trilhas marcadas, evitando atalhos;
- Respeitar barreiras e distâncias, sem tentar se aproximar além do permitido;
- Não tocar nem retirar partes da árvore ou do entorno;
- Não deixar lixo, inclusive pequenos resíduos;
- Seguir rigorosamente as normas de uso do fogo em áreas autorizadas;
- Usar a fotografia privilegiando ângulos que valorizem a floresta inteira.
Qual é o papel do ecossistema de alerces na preservação futura
O Alerce Milenario só se mantém saudável em um contexto de floresta bem conservada, com solos úmidos, clima frio e relativa estabilidade ambiental.
Assim, a proteção não deve focar apenas no indivíduo isolado, mas em todo o ecossistema de alerces e nas espécies associadas que dele dependem.
Ao tratar a árvore e o ambiente ao redor como um patrimônio comum, políticas públicas, pesquisa científica e turismo responsável podem garantir que esse cipreste milenar permaneça como testemunha viva da história natural da Patagônia por muitos séculos ainda.
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