“Muito estranho”, diz Viana sobre morte de comparsa de Vorcaro na PF
Senador afirma que vai oficiar o diretor-geral da Polícia Federal e o Ministério da Justiça para cobrar esclarecimentos sobre o caso
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), classificou como “muito estranho” o episódio envolvendo a morte de Sicário, integrante do grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, dentro da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte.
“A morte de um dos membros do grupo do Vorcaro dentro da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte é algo muito estranho e precisa ser acompanhado com muita seriedade”, afirmou.
Segundo o senador, o teor das conversas obtidas após a quebra de sigilo do telefone de Vorcaro reforça a necessidade de aprofundar as investigações. Viana afirmou que as mensagens indicam o alcance da influência do empresário.
“Ele ameaçava jornalistas, autoridades. Era um homem que tinha muito dinheiro e que tinha amigos grandes aqui no poder em Brasília”, disse.
Para o presidente da CPMI, o conteúdo dos diálogos revela a gravidade das suspeitas envolvendo o banqueiro. “A quebra de sigilo das conversas do banqueiro Daniel Vorcaro mostra claramente o que eu já havia alertado: o quanto a corrupção chegou a patamares altos no Brasil e o quanto temos a obrigação de investigar e esclarecer”, afirmou.
Diante da morte ocorrida nas dependências da Polícia Federal, Viana disse que pretende cobrar explicações formais das autoridades responsáveis pela investigação. Segundo ele, serão enviados ofícios ao diretor-geral da Polícia Federal e ao Ministério da Justiça. “Como senador por Minas Gerais, vou oficiar o diretor-geral da Polícia Federal e o Ministério da Justiça em busca de informações”, declarou.
O parlamentar também defendeu que o caso tenha acompanhamento rigoroso. “Vamos exigir que um grupo, inclusive independente, faça o acompanhamento dessa investigação”, acrescentou.
O senador também defendeu o avanço das investigações no Congresso sobre o caso envolvendo o Banco Master. Segundo ele, há articulação para ampliar a apuração parlamentar.
“Agora, no Congresso, vamos forçar ainda mais para que venha uma CPMI do Banco Master”, concluiu.
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Comentários (1)
Tem tudo para ser um crime. E sequer eles chamaram peritos para avaliar a causa mortis? (parece até que não morreu, mas está em estado vegetativo). Como estão deixando esse assunto necessitar de pedido de um Senador para investigar? Foge a minha compreensão.