Natureza em ação: Drone faz raro registro de Alce perdendo os chifres
Entre os maiores cervídeos do planeta, o alce chama atenção pelo porte imponente, pelas pernas longas e pelos chifres extremamente largos.
Entre os maiores cervídeos do planeta, o alce chama atenção pelo porte imponente, pelas pernas longas e pelos chifres extremamente largos.
Esses chifres, conhecidos como galhadas, são uma “coroa” óssea que cresce e cai todos os anos, em um ciclo diretamente ligado à reprodução, ao gasto de energia e à sobrevivência em ambientes frios.
O que é o desgalhamento em alces
O processo de queda dos chifres em alces é chamado de desgalhamento e faz parte de um ciclo anual natural.
Os chifres são feitos de osso e crescem a partir de um pedículo no crânio, recebendo intenso suprimento de sangue na primavera e no verão.
Nessa fase, ficam cobertos por um “veludo” macio, rico em vasos e nervos, que nutre o crescimento rápido.
Quando o desenvolvimento termina, o veludo seca e é removido em troncos e galhos, deixando um osso duro, sem função metabólica ativa, pronto para o uso social e reprodutivo.
Por que o alce perde os chifres todos os anos
A queda anual dos chifres de alce está ligada a hormônios e economia de energia.
Após o período de acasalamento, a manutenção de ossos pesados sobre a cabeça deixa de ser vantajosa em ambientes com frio intenso e menos alimento.
Com o fim da brama, os níveis de testosterona caem, diminuindo a circulação sanguínea na base dos chifres e enfraquecendo a ligação com o crânio.
Esse “ponto de quebra programada” permite que a galhada se solte inteira, reduzindo o gasto energético e facilitando a locomoção na neve e entre a vegetação densa.
Imagens raras de um alce perdendo seus dois chifres, capturadas por um drone em uma floresta em New Brunswick.
— E.Pahl🇧🇷#OMalVesteToga! (@ErsopaErli) January 3, 2026
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Como ocorre o processo de queda dos chifres
O desgalhamento ocorre entre o fim do outono e o meio do inverno, variando conforme região, idade e saúde do animal.
Em muitos casos, os chifres caem entre dezembro e janeiro, e o momento exato dura poucos segundos na natureza.
Quando a conexão óssea está fraca, um balanço de cabeça ou o atrito em troncos pode soltar um ou ambos os chifres.
A literatura científica descreve o processo como praticamente indolor, pois nervos e vasos já foram sendo neutralizados nas semanas anteriores.
Quais são as principais etapas do ciclo anual dos chifres
Ao longo do ano, os chifres do alce passam por fases bem definidas, que envolvem crescimento, uso social e renovação.
Essas etapas ajudam a entender como o animal equilibra reprodução e sobrevivência em ambientes rigorosos.
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Ciclo Anual dos Chifres
A fascinante engenharia biológica da renovação natural
| Etapa & Estação | Processo Biológico e Comportamental |
|---|---|
| Início | Reativação: Surgimento dos brotos ósseos através do pedículo. O tecido é coberto pelo veludo, uma pele altamente vascularizada. |
| Crescimento | Expansão Acelerada: Formação rápida das galhadas e palmas largas. É um dos crescimentos de tecido mais rápidos do reino animal, com intensa irrigação sanguínea. |
| Maturação | Endurecimento: O suprimento de sangue cessa, o veludo seca e cai (ou é raspado). O tecido se transforma em osso compacto e extremamente resistente. |
| Ápice | Uso Social: Período de disputas territoriais e reprodutivas. As galhadas servem como armas, ferramentas de exibição e definição de hierarquia entre machos. |
| Renovação | Queda (Descarte): Devido à queda nos níveis de testosterona, ocorre a reabsorção da base óssea, levando ao desprendimento natural dos chifres. |
O que acontece com os chifres dos Alces após a queda e como isso ajuda na sobrevivência
Os chifres que ficam no solo são roídos por pequenos mamíferos, roedores e outros cervídeos em busca de minerais como cálcio e fósforo.
Assim, tornam-se fonte de nutrientes e ajudam a reciclar matéria no ecossistema, integrando a dinâmica natural das florestas frias.
Sem o peso da galhada, o alce se movimenta melhor na neve profunda, passa com mais facilidade entre árvores fechadas e economiza energia em longos deslocamentos.
A renovação anual permite ainda que indivíduos maduros desenvolvam chifres maiores e mais simétricos, aumentando o sucesso reprodutivo e mantendo a espécie bem ajustada ao ambiente onde vive.
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