Izalci sobe o tom na Paulista e pede “54 votos” no Senado para confrontar STF
Parlamentar vincula renovação do Senado à possibilidade de impeachment de ministros da Suprema Corte
O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou, neste domingo, 1º, durante a mobilização “Acorda Brasil”, na Avenida Paulista, em São Paulo, que o Senado não possui hoje votos suficientes para aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a eleição de uma nova maioria neste ano para alterar esse quadro.
“Se tivesse que fazer o impeachment de um ministro, se fosse hoje, teríamos apenas 26 votos, e nós vamos precisar de 54. Então, essa eleição de 2026 será fundamental para mudar o que está aí no Brasil”, declarou o parlamentar ao discursar para apoiadores.
Izalci vinculou diretamente a renovação do Senado à possibilidade de confrontar decisões da Corte, afirmando que apenas uma maioria formada por parlamentares “independentes” permitiria avançar em medidas contra ministros do Supremo. Segundo ele, a próxima eleição será decisiva para redefinir o equilíbrio entre os Poderes. “E pra mudar esse quadro só tem uma solução: eleger senadores que não tenham rabo preso, que não tenham processo, que sejam independentes”, afirmou.
O senador também fez críticas ao governo do presidente Lula e associou a mobilização a um sentimento de insatisfação popular. “Hoje também é um fora Lula, Lulinha preso, Toffoli, Moraes. Anistia já!”, concluiu.
Durante o ato, Izalci manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência da República em 2026. Segundo ele, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro representa a continuidade do projeto político da direita e teria condições de liderar um novo ciclo de crescimento econômico e estabilidade institucional. “Eu nunca tive tanta certeza de que essa pessoa é Flávio Bolsonaro. Ele é a escolha do pai, é a escolha da direita e já é a escolha da maioria dos brasileiros”, disse.
O parlamentar também defendeu a eleição de aliados ao Senado para sustentar um eventual governo conservador, citando a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) como nome prioritário para disputar uma vaga na Casa.
A manifestação reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares e lideranças conservadoras, com discursos centrados em críticas ao Judiciário, ao governo federal e na mobilização eleitoral para 2026.
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