Essa família com 22 crianças vivem na cidade com o clima mais extremo do mundo
Veja como uma família enfrenta o frio extremo em Yakutia e mantém uma rotina organizada mesmo a temperaturas extremas
Em Yakutia, na Rússia, onde o termômetro chega a -64 °C no inverno, a família Pavlov transforma a cidade mais fria do mundo em um lar cheio de rotina, disciplina e afeto. Com 22 filhos ao longo dos anos, entre biológicos e adotados, eles organizam a vida cotidiana em torno do frio extremo, que determina hábitos de alimentação, estudo, locomoção e até a forma de aquecer a casa.
Como é a vida em família no frio extremo de Yakutia
Alexander e Oxana criaram 22 crianças, sendo 18 adotadas, com idades que vão de pouco mais de um ano até 37 anos. Nem todos moram mais com eles, mas o entra e sai de filhos e netos mantém a casa cheia, barulhenta e sempre em movimento.
Logo cedo, Alexander sai para buscar gelo que será derretido e usado como água potável, pois não há abastecimento central na área. Dentro de casa, Oxana coordena banhos, roupas de frio, café da manhã e horários de escola, seguindo uma rotina rigorosa para dar conta de tanta gente.

Como o clima extremo afeta a rotina escolar e os deslocamentos
Em Yakutia, o funcionamento das escolas depende da temperatura externa: as aulas primárias são suspensas abaixo de -45 °C, enquanto creches seguem abertas até perto de -55 °C. Assim, algumas crianças ficam em casa em dias críticos, enquanto os menores ainda enfrentam o lado de fora.
Sem metrô e com poucos transportes públicos, o ônibus vermelho é a principal forma de locomoção, facilitando a visualização em meio à neblina. Filhos universitários usam esse transporte diariamente, tentando passar menos tempo possível esperando para evitar queimaduras de frio.
Se você quer entender como é viver em condições extremas de frio, este vídeo do canal Kiun B Português, com 308 mil subscritores, foi escolhido especialmente para você. Ele mostra a rotina de uma família criando 22 crianças em Yakutia, uma das regiões mais frias do mundo.
Como a casa se mantém aquecida e organizada
A casa da família tem cerca de 350 m² e depende de duas caldeiras para manter a temperatura interna em torno de 25 °C. O custo de aquecimento gira em torno de 200 dólares por mês, valor considerado essencial para a sobrevivência em um inverno rigoroso.
Com muitos moradores e poucos banheiros, as manhãs exigem organização minuciosa. Os mais velhos ajudam os mais novos, e horários são combinados para banho e preparação para sair, evitando caos nos momentos de maior movimento.
Quais estratégias ajudam a enfrentar o frio severo
Para suportar temperaturas de até -64 °C, a família segue três pilares: roupas adequadas, alimentação reforçada e atividade física constante. A curta caminhada até escola e creche é sempre feita em grupo, para que ninguém fique parado ao ar livre tempo demais.
A rotina inclui práticas e hábitos consolidados ao longo dos anos, que tornam o clima extremo um desafio controlável no dia a dia:
Como o jantar reforça o vínculo familiar em Yakutia
Quando a noite cai e o frio aperta ainda mais, a família se recolhe e concentra as atividades em casa. Alexander costuma preparar carne em um fogão especial ao ar livre, enquanto Oxana e as filhas organizam pratos de peixe, tortas recheadas e acompanhamentos fartos.
Na hora do jantar, todos se reúnem em volta da mesa para comer sopa quente, tradição que une nutrição e conforto térmico. Depois, cada um segue para seus quartos ou atividades tranquilas, protegidos pelo calor da casa enquanto, do lado de fora, Yakutia permanece congelada. Histórias como a dos Pavlov mostram como o clima extremo pode ser incorporado à rotina com criatividade, disciplina e forte senso de família.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)