Pahlavi apresenta plano de transição no Irã após morte de Khamenei
Príncipe herdeiro defende reformas constitucionais, eleições livres e reconhecimento do Estado de Israel
Reza Pahlavi (foto), príncipe herdeiro do Irã, publicou um artigo de opinião no Washington Post neste domingo, 1º, em reação à morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e apresentou seu plano para uma transição democrática no país.
No texto, Pahlavi afirmou que “o Irã não é o Iraque”.
“Não repetiremos os erros que se seguiram àquele conflito”, disse em referência à ocupação prolongada dos EUA após a morte de Saddam Hussein.
Ele destacou o chamado Projeto Prosperidade do Irã, descrito como um “roteiro detalhado para a recuperação nacional”, que tem o objetivo de evitar vácuo de poder e caos político.
Nova Constituição
O príncipe herdeiro reafirmou seu desejo de liderar um governo de transição:
“Muitos iranianos, muitas vezes mesmo sob risco de balas, me pediram para liderar esta transição. Eu respondi ao chamado deles”, escreveu.
O plano incluiria a elaboração e ratificação de uma nova Constituição, seguida de “eleições livres sob supervisão internacional”.
O governo de transição seria dissolvido após o pleito.
Reconhecimento do Estado de Israel
Pahlavi afirmou que o novo governo reconheceria imediatamente o Estado de Israel, uma medida que, segundo ele, “transformaria o Oriente Médio” e fortaleceria a estabilidade regional.
O príncipe elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, pelo papel nas operações que atingiram líderes iranianos, incluindo Khamenei, o chefe da Guarda Revolucionária e Ali Shamkhani, secretário do Conselho de Defesa do Irã.
Trump
“Presidente Trump respondeu ao chamado”, escreveu Pahlavi.
Afirmou ainda que, apesar do apoio externo, “a vitória final será forjada pelo povo iraniano. São os soldados no terreno”.
Disse que “um Irã democrático transformaria o Médio Oriente, convertendo uma das fontes de agitação mais persistentes do mundo em um pilar da estabilidade regional” e fortaleceria os acordos de normalização entre Israel e países árabes.
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