“Até onde eu sei”, Khamenei está vivo, diz chanceler do Irã
Abbas Araghchi também minimizou morte de “alguns comandantes”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (foto), afirmou neste sábado, 28, à NBC News, que o líder supremo, Ali Khamenei, está vivo “até onde eu sei”. As declarações foram feitas após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel.
Segundo o chanceler, autoridades de alto escalão permanecem em segurança:
“Todos estão agora em seus postos, estamos lidando com a situação e tudo está bem.”
Araghchi admitiu a morte de “alguns comandantes”, mas minimizou o impacto.
A emissora iraniana Al-Alam informou que Khamenei deve fazer um pronunciamento. Autoridades em Teerã confirmaram bombardeios na sede da Presidência e na área onde fica a residência oficial do líder supremo. Israel apura se o aiatolá foi diretamente atingido.
Araghchi disse que o Irã responde com ataques a bases militares americanas no Oriente Médio, e não contra civis.
“As forças americanas estavam atacando nosso povo em nossas cidades, mas não é isso que faremos. Estamos atacando as bases americanas, as bases militares na região, e as instalações e infraestruturas militares, e isso é apenas um ato de autodefesa”, afirmou.
Ele acrescentou:
“Foram os EUA e Israel que começaram essa agressão. Portanto, não há limites para a nossa autodefesa, mas assim que a agressão cessar, também cessaremos a nossa autodefesa.”
O chanceler também deixou aberta a possibilidade de diálogo.
“Se os americanos quiserem falar conosco, sabem como entrar em contato comigo. Certamente estamos interessados em uma desescalada”, disse.
E completou: “Esta é uma guerra de escolha dos EUA, e eles terão que pagar por isso.”
Leia mais: Ataque conjunto dos EUA e Israel mira Khamenei e presidente do Irã
“Operação Fúria Épica”
A ofensiva conjunta — batizada de “Operação Fúria Épica”, nos EUA, e “Rugido do Leão”, em Israel — atingiu diversas áreas do território iraniano.
De acordo com o Crescente Vermelho, 20 das 31 províncias foram afetadas, incluindo Teerã, Tabriz e Isfahã.
O número total de vítimas e os danos à estrutura de comando do regime ainda não foram oficialmente detalhados.
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Comentários (1)
Nina de Paula Brito de Miranda
01.03.2026 19:49Sabe nada.