Ataque conjunto dos EUA e Israel mira Khamenei e presidente do Irã
Porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirma que campanha em curso deverá ser “mais significativa” do que a guerra de 12 dias no ano passado
Os ataques realizados neste sábado, 28, contra o Irã miraram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei (foto), e o presidente Masoud Pezeshkian, segundo uma autoridade israelense ouvida pela Reuters. Outros integrantes de alto escalão do regime e comandantes militares também foram alvos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre os resultados da operação.
Mais cedo, a agência Tasnim informou que Pezeshkian estava “em plena saúde”. Já o Channel 12 de Israel, citando fontes não identificadas, afirmou que a avaliação em Tel Aviv é de que a ofensiva alcançou “sucesso muito elevado” na tentativa de eliminar a liderança iraniana.
A emissora acrescentou que “não está claro que Khamenei não tenha passado por um evento dramático”.
Fontes ligadas à operação disseram ainda que foram atingidos o chefe do Estado-Maior iraniano, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e integrantes de conselhos estratégicos do regime, como Ali Shamkhani e Ali Larijani.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Effie Defrin, afirmou que a campanha em curso deve ser “mais significativa” do que a guerra de 12 dias travada entre os dois países em junho do ano passado.
Espaço aéreo fechado e retaliação
Autoridades iranianas afirmaram mais cedo que Khamenei havia sido transferido para um “local seguro” e não estaria em Teerã.
A imprensa do país relatou explosões no centro da capital e ataques à sede de inteligência da Guarda Revolucionária. O espaço aéreo foi fechado.
Segundo um oficial de segurança israelense, a operação vinha sendo planejada há meses.
Entre os objetivos estaria “remover ameaças à retaguarda israelense, com ênfase em lançadores de mísseis e bases de veículos aéreos não tripulados”.
A escalada se espalhou pela região. A rede Fars informou que a Guarda Revolucionária atingiu bases americanas no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e no Bahrein.
Doha afirmou ter interceptado todos os mísseis lançados contra seu território, enquanto o Bahrein confirmou que foi alvo de disparos.
Nos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa morreu após ser atingida por destroços decorrentes da interceptação de mísseis em Abu Dhabi.
O governo local disse ter barrado “vários” projéteis e classificou o ataque como “uma escalada perigosa e um ato covarde”.
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