Moro a Gilmar: “Fale da Economist, não de bobagens”
Resposta ocorre após ministro ironizar o ex-juiz e dizer que ele talvez não soubesse escrever “tigela”
O senador Sérgio Moro (União-PR) reagiu às declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e afirmou que o magistrado tenta desviar o foco de críticas publicadas pela imprensa internacional. “O Min Gilmar Mendes quer desviar a atenção da opinião pública sobre a matéria da The Economist, na qual foi retratado de maneira bem negativa. Devia falar sobre ela e não sobre bobagens”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
A manifestação ocorreu após Gilmar atacar a Operação Lava Jato e ironizar a atuação do ex-juiz durante sessão do Supremo. O decano da Corte afirmou que veículos de comunicação que apoiaram a operação não fizeram “mea-culpa” depois das mensagens reveladas pela Operação Spoofing, que expôs diálogos entre procuradores e o então magistrado. Segundo ele, jornalistas teriam atuado como redatores informais de Moro e de integrantes da força-tarefa.
Em tom sarcástico, o ministro disse que o ex-juiz “precisava de ghostwriters”, termo em inglês usado para designar pessoas que escrevem textos, discursos ou artigos para outra, sem receber crédito público pela autoria. Gilmar acrescentou que talvez Moro não soubesse escrever “tigela” com G ou com J, em referência à grafia correta da palavra, o que foi interpretado por aliados do senador como um ataque pessoal.
Ao citar a revista britânica The Economist, o senador fez referência a reportagem publicada na última terça-feira, 24, que descreve o STF como envolvido em um “enorme escândalo” e aponta uma relação considerada “excessivamente próxima” entre ministros da Corte e a elite empresarial e política brasileira. O texto menciona, entre outros pontos, o chamado “Toffolão”, envolvendo o ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A publicação também observa que a interação entre magistrados e empresas é vista como recorrente no país e cita o Fórum de Lisboa, apelidado por críticos de “Gilmarpalooza”, como exemplo da proximidade entre autoridades públicas, juristas e representantes do setor privado.
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Comentários (9)
Maglu Oliveira
27.02.2026 14:32Assim como foram investigar as decisões do desembargador abusador, que livra a cara de estuprador, e acharam que a vida dele tb é muito suspeita, deveriam fazer a mesma coisa com Gilmar. Ele tem cara, fala como e age como alguém que tem muito, mas muito a esconder. Gilmar me lembra a expressão "onde tem fumaça tem fogo" e a fumaça dele é aquela negra, sinal que o incêndio é muito grande e prestes a explodir Brasília. Jornalistas, procurem. Aliás é por isso que eles querem calar vocês. Criem um pix só para ajudar aos jornalistas investigativos. Eu apoio.
Ita
27.02.2026 13:14Não sou do Paraná, se fosse, votaria em Moro, claro.
Marcel Hirsch
27.02.2026 12:50Se fizermos uma enquete veremos que o sapo babão é pior juiz que o medíocre dono de ressort. Estou com Moro para Presidente!
ANGELO GIOVANNI LEONI
27.02.2026 12:42Gilmar Mendes, nas palavras de seus pares, é uma vergonha para o judiciário brasileiro!
Annie
27.02.2026 12:08Gilmar é assim vem uma crítica em cima dela lembra logo da lava jato e de seu inimigo Sérgio Moro, mas quem é Gilmar Mendes na frente de Sérgio Moro?
Lazaro Moreira Martins Junior
27.02.2026 11:40Conheço alguém que consegue escrever a palavra "grilagem", de cor e salteado, de traz prá frente e de olhos fechados.
Emerson Hochsteiner de Vasconcelos
27.02.2026 11:24Muito bem, Moro, o Mouro trabalhador pelo Paraná, continua afiado e com classe. Tem meu voto.
Joaquim
27.02.2026 10:36Moro, o senhor me representa.
👏👏👏👏👏👏👏👏 para o Senador Sérgio Moro, é claro!!!!!!!!